Avatar é uma manifestação corporal de um ser imortal segundo a religião hindu, por vezes até do Ser Supremo. Deriva do sânscrito Avatāra, que significa "descida", normalmente denotando uma (religião) encarnações de Vishnu (tais como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade.
Muitos não-hindus, por extensão, usam o termo para denotar as encarnações de divindades em outras religiões.
Avatar vem do sânscrito Avatāra, que significa "Aquele que descende de Deus", ou simplesmente "Encarnação". Qualquer espírito que ocupe um corpo de carne, representando assim uma manifestação divina na Terra.
A melhor definição vem de um antigo escrito indiano, Vedas:
"Avatara, ou a encarnação da Divindade, descende do reinado de Deus pela criação e manutenção da manifestação em um corpo material. E essa forma singular da Personalidade da Divindade que então se apresenta é chamada de encarnação ou Avatara. Tais Personalidades estão situadas no mundo espiritual, o reinado de Deus. Quando Eles transcendem para a criação material, Eles assumem então o nome Avatara. - Chaitanya-caritamrita 2.20.263 - 264.
Um avatar é uma forma encarnada de um Ser Supremo, e tais incontáveis formas divinas residem em um plano espiritual.
Quando essa forma impersonalizada de Deus transcende daquela dimensão elevada para o plano material do mundo, Ele - ou Ela - é conhecido então como a encarnação ou Avatara.
Em uma concepção mais abrangente, a encarnação poderia ser descrita como o corpo de carne. Mas essa concepção seria talvez errada, conquanto tais formas divinas não se tornam reais seres de carne e osso, ou assumem corpos materiais. Uma alma comum assume corpos materias de carne e osso, mas no caso dessa manifestação divina, Seu corpo e Sua alma transcendem a matéria e embora apareçam como impersonalizações, aquele corpo também pertence a Sua essência espiritual.
Essa palavra Avatar se tornou popular entre os meios de comunicação e informática devido às figuras que são criadas à imagem e semelhança do usuário, permitindo sua "impersonalização" no interior das máquinas e telas de computador.
Tal criação assemelha-se a um avatar por ser uma transcendência da imagem da pessoa, que ganha um corpo virtual, desde os anos 80, quando o nome foi usado pela primeira vez em um jogo de computador.
Mas a primeira concepção de Avatar vem primariamente dos textos Hindus, que citam Krishna como o oitavo avatar - ou encarnação - de Vishnu, a quem muitos Hindus adoravam como um Deus.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Non Sence
Se o arrependimento matasse, tinha sido fulminada instantaneamente de cada vez que me declarei num pedaço de papel ou no teclado . Brincar é fácil, mas a “porca torce o rabo” quando somos colocados entre a espada e a parede. Atrofio de cada vez que penso seriamente que podes existir. Eu que defino implacavelmente a nossa geração como uma geração de atrofiados , afirmando com a certeza de um incontestável iluminado que : “Somos uns atrofiados . Uma geração dividiva entre a liberdade de ser e a de parecer. Vivemos constantes conflitos de valores de um passado ainda presente. Incansavelmente á procura de um EU INDIVIDUAL atrofiamos a todo o momento. O medo de sermos invadidos na nossa liberdade de ser cega nos e impede nos de encontrar a verdadeira felicidade.” Eu que por outro lado me contradigo a mim mesma, torno-me ambígua sem perceber o porquê do meu “non sence”” quando ao mesmo tempo defendo incansavelmente que o amor existe,… Quando grito :“Como é que alguém pode viver sem amar? Ama-se sim, ama-se tantas vezes quantas for necessário, como se sabe e se pode, Porque quem ama, de cada vez que isso acontece fá-lo com a convicção que sabe e que pode na altura, mas isso não faz dessa pessoa menos verdadeira, menos pura, menos altruísta . Quando teimo que quem ama, acredita no momento e dá o que sabe, porque as pessoas não são todas iguais. Mas as pessoas que amam como quem gosta, que amam muito ou pouco, que conseguem quantificar o que não é quantificavel, amam aos quilos, aos dias e ás semanas, porque naquele preciso momento acreditam mesmo nisso. E dão-se. E grito nesta cruzada sem soldados que : Desonesto é negar-se que se ama várias vezes na vida, várias pessoas na vida, porque a nossa função neste mundo é amar, todas as vezes que o amor se apresentar e sobre todas as formas que ele se quiser mostrar. Mas que triste é quem não sabe e não quer amar, porque tem medo, porque não sabe lidar com a perda e não sabe acreditar.Feio é criticar os outros pelas vezes que supostamente amam, quando se sabe que essa é uma condição humana à qual nenhum de nós está imune. Repudio quando reconheço que Quantos já amaram tantas e tantas vezes, e na próxima vez dizem : "ès o meu primeiro amor, nunca amei assim... E defendo de novo : De cada vez ama-se de forma diferente. Mas ama-se. E não vale a pena nem a negação nem os falsos moralismos.E aos descrentes lanço que : O amor acaba , acaba e renasce a todo o momento, como as flores, a relva, a vida, é um processo em constante mutação da qual nós fazemos parte e para o qual nascemos e que Temos que nos aguentar! Não vale a pena espernear, vale mais a pena abrir o coração e amar como se souber, com quantidade ou sem ela, pouco tempo ou muito tempo.Porque não vale a pena desdenhar , porque ele pode bater à nossa porta a qualquer momento estejamos protegidos ou não." E aqui estou de novo a contradizer-me entre aquilo que quero e aquilo que trinta segundos depois, já não quero porque, e dou comigo a pensar na porra do tampo da sanita que poderás deixar levantado, e eu não gosto. E imagino-me com o cabelo preso pelo primeiro lápis que encontrar ou com o que me vier à mão, com apenas uma tee shirt vestida no meu corpo desnudo de lingerie de marca, porque não gosto de frescuras, ou com a tua camisa vestida porque me inebria o teu cheiro . E crio o meu cenário diário em que para além de ser descontraída e poderes ser “arrumadinho” tremo de medo de pensar que poderias não saber partilhar um espaço só meu, onde há séculos me passeio nua ou de tee shirt, descalça, e com a tampa da sanita fechada, o meu PC em cima da cama ou na pequena mesa companheira de escrita, ouvindo música porque a música me enche a Alma, pergunto-me dizia, se gostas de velas sempre acesas que me aquecem o peito e o corpo. Pergunto-me se quando estou distante e ausente se saberias respeitar esse espaço só meu que há milénios partilho com o papel e a caneta, os meus pensamentos e arrepios, as minhas emoções. Pergunto-me se saberás aceitar-me assim como sou: ambígua/coerente, inconstante/segura, silenciosa/alegre, ausente/completamente presente… Assim cheia de defeitos e algumas qualidades... Pergunto-me se cada vez que tenho frio e calço meias de algodão , ponho o meu gorro e o camisolão de lã brancos , porque o meu coração está gelado, pergunto-me se saberás gostar dessa imagem frágil desprovida da fortaleza que me conheces, se saberás retirar-me toda aquela roupa branca que me aquece o coração e o espírito , se saberás aquecer-me com os teus olhos, com os teus dedos, com as tuas mãos, até o meu corpo deixar de tremer de frio e continuar a tremer por ti. Pergunto-me se terás capacidade para sem nada dizeres, sem nada perguntares se saberás apenas mostrar sem me assustar, porque me assusta tanto este sentir, porque tremo só de pensar que afinal deito tanta baboseira da boca para fora, e tremo de medo de me “veres” e saberes tanto quanto eu, tremo de frio de pensar que algum dia me podes querer tirar as minhas meias , o meu gorro e o meu camisolão brancos de lã, desalinhares-me o cabelo ao retirares o lápis sem bico que algures encontrei, e vestir-me a tua camisa…
"Depois de algum tempo aprendes a diferenca, a subtil diferenca, entre dar a mao e acorrentar uma alma. E aprendes que amar nao significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa seguranca. E comecas a aprender que beijos nao sao contratos, presentes nao sao promessas. E nao importa quao boa seja uma pessoa, ela vai ferir-te de vez em quando e precisas perdoa-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir confianca e apenas segundos para destrui-la, e que podes fazer coisas num instante, das quais te arrependeras pelo resto da tua vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distancias. E o que importa nao é o que tu tens na vida, mas quem tens na vida. Descobres que as pessoas com quem te importas na vida sao tiradas de ti muito depressa, por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vemos. Aprendes que paciencia requer muita pratica. Aprendes que quando estas com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de seres cruel. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoada por alguem. Algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesma. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, tu seras em, algum momento, condenada. Aprendes que não importa em quantos pedaços, o teu coraçao foi partido, o mundo nao para para que o consertes. E, finalmente, aprendes que o tempo, nao é algo que possa voltar atras……"
Incondicional
É incondicional, se é incondicional, não estava a impor condições! Apenas a gritar em silêncio a minha revolta. Tenho o direito à revolta já que o uso dos nossos direitos nem sempre é assim tão linear quanto parece. Não esqueçamos que a justiça é cega. E à justiça tenho? Sim tenho! Porque é injusto. Porque se desiste de imediato perante a primeira dificuldade? Porque se joga fora o tudo pelo nada na primeira barreira que se encontra? Talvez porque afinal esta sociedade apenas nos tem ensinado a comprar tudo feito, o esforço é quase nulo para adquirir seja o que for... e depois... O tudo pode valer nada. "Hoje dói a ferida, amanhã ela cicatriza. Hoje lembrei de ti avó, a tratares das minhas feridas. E dizias: Querida, hoje é dificil e parece insuperavel, mas amanhã vais ver que quando acordares... tudo estará tão mais facil..."
don't let the bastards grind you down
Gostei da tradução á letra da frase em titulo. Na verdade não foi por aí que comecei até a encontrar. Primeiro comecei por copiar ( digo bem : copiar) uma frase em latim tirada de um blog que me chamou a atenção : "Illegitimi non carborundum" Bonito! Não percebi peva, mas bonito! Este pensamento levou a recordar que há uns valentes anos atrás latim era umda das cadeiras do meu curso. Será que me esqueci porque latim é uma lingua morta ou porque a PDI não perdoa ou simplesmente porque foi mais o tempo que passei o livro e ele a mim? Bem, também não é importante, não foi uma das disciplinas que mais saudades me deixou. Mas gostei da tradução da frase ( em titulo neste texto). Não sei porque estava em titulo no blog onde a li, nem no que se inseria, mas achei piada porque melhor do que os livros de auto ajuda é de vez em quando uma frase destas para nos abanar e catapultar para o capitulo seguinte
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Blá, Blá, Blá...Teclados sem "mouse" e blogs sem rosto.
Existem blogs para todos os gostos e feitos, com todos os nomes possíveis e outros inimagináveis, de alguns anos a esta parte quem escreve alguma coisita, como é o meu caso, tem um blog. Eu sou daqueles que quase não uso pontuação e coloco os acentos ao contrário na maioria das vezes. Mas há pior do que Eu. Há os que escrevem com uns estúpidos de um “K” ou de um “X” onde não devem substituem mal e porcamente a língua de Camões em hieróglifos mal amanhados. Se a Maité Proença nos tivesse ridicularizado por esse motivo até lhe levantava o chapéu. Mas ela tem desconto, tem desconto porque até é bonita dizia um “amigo” , acho que ele tem razão desculpa-se a ignorância da Senhora, já que até nem é feia ., para não dizer coitada.
Mas ela acabou por crescer mais do que a triste peça merecia por culpa nossa. Deu-se tanta importância á rapariga por nada, a minha avó sempre me disse que não se deve valorizar o que não merece valor. Mas enfim… o português é assim, um fatalista, um exagerado,… quanto a mim o facto de ela apesar de ignorante ser bonita e ainda Brasileira vai rapidamente encurtar a cabeça e os bons princípios do Povo Português. A memória é curta, sim Senhor!
Eu também escrevo, na verdade não escrevo, passo pensamentos , sentimentos de forma desordenada e espontânea, para o teclado porque ele não se queixa de cada vez que a ira me ataca e nele com a força dos meus dedos , esmurro o teclado. E é aqui que como tantos outros de forma mais ou menos criativa, com ou sem pontuação, ás vezes com acentos no sitio certo outras com eles fora de sitio, é aqui que de forma anónima, me revelo. Me exponho sem me mostrar, me dou sem em troca nada receber.
E isto sim é incondicional.
Mas ela acabou por crescer mais do que a triste peça merecia por culpa nossa. Deu-se tanta importância á rapariga por nada, a minha avó sempre me disse que não se deve valorizar o que não merece valor. Mas enfim… o português é assim, um fatalista, um exagerado,… quanto a mim o facto de ela apesar de ignorante ser bonita e ainda Brasileira vai rapidamente encurtar a cabeça e os bons princípios do Povo Português. A memória é curta, sim Senhor!
Eu também escrevo, na verdade não escrevo, passo pensamentos , sentimentos de forma desordenada e espontânea, para o teclado porque ele não se queixa de cada vez que a ira me ataca e nele com a força dos meus dedos , esmurro o teclado. E é aqui que como tantos outros de forma mais ou menos criativa, com ou sem pontuação, ás vezes com acentos no sitio certo outras com eles fora de sitio, é aqui que de forma anónima, me revelo. Me exponho sem me mostrar, me dou sem em troca nada receber.
E isto sim é incondicional.
domingo, 18 de outubro de 2009
Transparências
Tenho cada vez menos paciência para conversas da treta, na verdade nunca tive, talvez por isso partilhe aquele que é o meu espaço com tão pouca gente. Gente. Gente pode ser pejorativo ou não dependendo do contexto em que se insere.
Ontem estava alegre, muito alegre, diz quem me conhece que tenho um sorriso que não me cabe na cara. Cada gargalhada que dou é sem dúvida com vontade, porque não faço nada obrigada ou por favor. Sou daquelas pessoas cujos olhos e expressões transparecem as suas emoções, há muito tempo que desisti de fazer de conta, porque mesmo quando me esforçava, o meu sorriso, os meus olhos ou o meu rosto atraiçoavam-me. E encontrava-me inevitavelmente perante o óbvio, ou seja , explicar porquê estar a fazer de conta se tudo em mim dizia o contrário.
Dizem que sou uma pessoa diferente, diferente...
Depois há os que se regem por bitolas ou estereótipos , e partem do principio que devo ser alguma “dondoca” cheia de plásticas a meter inveja á Manuela Moura Guedes, ou tal VIP de meia idade que está na berra no momento , disposta a uma noite insípida em troca de lambidelas e saliva ( depois o pior é que já nem a saliva está no seguro) . Mas não sou e por acaso, mas só por acaso, sou tudo o que se vê e muito mais.
O muito mais é o que não revelo, e agora lembrei do O.Montenegro que na sua metade consegue definir muitos de nós por este mundo fora. Muitos de nós somos apenas metade e percam a esperança de ser únicos aqueles que se acham especiais ou superiores a tantas metades que Deus criou e a nossa Mãezinha teve depois de muitas horas de sofrimento.
Mas não sou transparente. Um conhecido ontem, que por sinal me pôs mal disposta e acabou por me estragar a noite, e pelos vistos continua o azedume, existem coisas que me tiram do sério como o sarcasmo, a arrogância e o pretensiosismo, dizia esse conhecido, que é transparente. A transparência de que se queixava ontem no seu discurso tinha mais a ver com saias e saiotes e decotes e outros embrulhos em que se queria meter, do que com a “transparência” de que hoje afinal se deu conta que alguns sofrem.
A ironia e o sarcasmo é o forte das pessoas que não se amam a si próprias, e depois queixam-se e tornam-se azedas, medindo toda a gente pela mesma bitola. Ou das que de alguma forma foram mal amadas, mas…Os que não são transparentes não têm culpa disso.
Eu não sou transparente pela simples razão de que apenas sou visível para quem eu considere que tem nível para me ver. Não interessa a quantidade dos que me vêem, mas sim a qualidade da vista que tem.
Sou daquelas pessoas que tem tendência a procurar nos outros o que não têm, e insisto, insisto, teimosa que nem uma mula, (alguem me chamou pocahontas) procurando o famoso fundo especial aos outros, na realidade de vez em quando caio do cavalo porque afinal a imagem que criei não corresponde em nada á realidade.
Caio! E depois levanto-me!
Assim é a vida, para uns transparente, para outros é aos trambolhões, até deixarem de ser transparentes ….
Ontem estava alegre, muito alegre, diz quem me conhece que tenho um sorriso que não me cabe na cara. Cada gargalhada que dou é sem dúvida com vontade, porque não faço nada obrigada ou por favor. Sou daquelas pessoas cujos olhos e expressões transparecem as suas emoções, há muito tempo que desisti de fazer de conta, porque mesmo quando me esforçava, o meu sorriso, os meus olhos ou o meu rosto atraiçoavam-me. E encontrava-me inevitavelmente perante o óbvio, ou seja , explicar porquê estar a fazer de conta se tudo em mim dizia o contrário.
Dizem que sou uma pessoa diferente, diferente...
Depois há os que se regem por bitolas ou estereótipos , e partem do principio que devo ser alguma “dondoca” cheia de plásticas a meter inveja á Manuela Moura Guedes, ou tal VIP de meia idade que está na berra no momento , disposta a uma noite insípida em troca de lambidelas e saliva ( depois o pior é que já nem a saliva está no seguro) . Mas não sou e por acaso, mas só por acaso, sou tudo o que se vê e muito mais.
O muito mais é o que não revelo, e agora lembrei do O.Montenegro que na sua metade consegue definir muitos de nós por este mundo fora. Muitos de nós somos apenas metade e percam a esperança de ser únicos aqueles que se acham especiais ou superiores a tantas metades que Deus criou e a nossa Mãezinha teve depois de muitas horas de sofrimento.
Mas não sou transparente. Um conhecido ontem, que por sinal me pôs mal disposta e acabou por me estragar a noite, e pelos vistos continua o azedume, existem coisas que me tiram do sério como o sarcasmo, a arrogância e o pretensiosismo, dizia esse conhecido, que é transparente. A transparência de que se queixava ontem no seu discurso tinha mais a ver com saias e saiotes e decotes e outros embrulhos em que se queria meter, do que com a “transparência” de que hoje afinal se deu conta que alguns sofrem.
A ironia e o sarcasmo é o forte das pessoas que não se amam a si próprias, e depois queixam-se e tornam-se azedas, medindo toda a gente pela mesma bitola. Ou das que de alguma forma foram mal amadas, mas…Os que não são transparentes não têm culpa disso.
Eu não sou transparente pela simples razão de que apenas sou visível para quem eu considere que tem nível para me ver. Não interessa a quantidade dos que me vêem, mas sim a qualidade da vista que tem.
Sou daquelas pessoas que tem tendência a procurar nos outros o que não têm, e insisto, insisto, teimosa que nem uma mula, (alguem me chamou pocahontas) procurando o famoso fundo especial aos outros, na realidade de vez em quando caio do cavalo porque afinal a imagem que criei não corresponde em nada á realidade.
Caio! E depois levanto-me!
Assim é a vida, para uns transparente, para outros é aos trambolhões, até deixarem de ser transparentes ….
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Favoritismos e Lolitas
Adicionada aos favoritos, fui "adicionada" , bem se um Rei tem corte e súbditos , também pode ter “favoritos”, não favoritas, mas “favoritos”…
Penso que esta lógica não é de todo descabida. Mas se é lógico, por que raio dizemos nós sempre : Esta lógica não é descabida! Logicamente que descabido é fazer-se a pergunta, ou não?
Bom descabida estou eu que fui “adicionada” aos “favoritos” de um Rei sem Rainha numa corte que não costura mas anda lá perto, porque ainda agora a procissão vai no adro.
O Rei mudou o endereço da sua corte, mas os súbditos seguem-no para o novo Palácio, e as “Lolitas” começam a dar um ar da sua graça. Será que na época medieval haveriam favoritas com um apelido tão charmoso?
L o l i t a !
Lava-me os pés , mas antes corta-me as unhas.
L o l i t a!
Lava-me as costas .
L o l i t a !
Vira-te prá aqui!
Bom, lolitas há muitas, cortes também… Agora Reis …?
Não conheço nenhum digno desse titulo, porque já nessa época só atrás de um grande Rei é que poderia haver uma grande Rainha, e…
Não vejo nada… Só lolitas…
Mas é velho o ditado : Cada um tem o que procura.
Penso que esta lógica não é de todo descabida. Mas se é lógico, por que raio dizemos nós sempre : Esta lógica não é descabida! Logicamente que descabido é fazer-se a pergunta, ou não?
Bom descabida estou eu que fui “adicionada” aos “favoritos” de um Rei sem Rainha numa corte que não costura mas anda lá perto, porque ainda agora a procissão vai no adro.
O Rei mudou o endereço da sua corte, mas os súbditos seguem-no para o novo Palácio, e as “Lolitas” começam a dar um ar da sua graça. Será que na época medieval haveriam favoritas com um apelido tão charmoso?
L o l i t a !
Lava-me os pés , mas antes corta-me as unhas.
L o l i t a!
Lava-me as costas .
L o l i t a !
Vira-te prá aqui!
Bom, lolitas há muitas, cortes também… Agora Reis …?
Não conheço nenhum digno desse titulo, porque já nessa época só atrás de um grande Rei é que poderia haver uma grande Rainha, e…
Não vejo nada… Só lolitas…
Mas é velho o ditado : Cada um tem o que procura.
domingo, 27 de setembro de 2009
Cuecas de Senhora, Boxers de Homem ou abater o cão que me morde pela calada?
O meu FDS não foi rico em acontecimentos, antes pelo contrário, fui um FDS igual a tantos outros onde trabalhei quando os outros descansam e pior do que isso trabalhei para os outros "gozarem". Os meus fins de semana são assim : diferentes. Deveria supostamente descansar quando os outros trabalham, mas... nada disso. primeiro porque não sei estar parada e estou sempre a inventar, e mesmo que esse direito absoluto me fosse dado, também não poderia usufruir dele pois parar, é coisa que me é interdito.
Organizar o "gozo" dos fins de semana dos outros dá trabalho e despesa. E neste circulo vicioso aqui me movo eu.
Não paro, sempre de um lado para o outro intitulo-me formiguinha, não sei se não estará errada a analogia pois eu trabalho de verão e de inverno e elas ( as formiguinhas) descansam no inverno.
Bom, mas não foi rico em acontecimentos o meu fim de semana, foi um turbilhão de acontecimentos, a uma velocidade tão alucinante que até já me esqueci e estou já a preparar-me para o próximo.
Estava aqui a pensar com os meus botões que não sei o que é mais pobre em acontecimentos se eu a valorizar o facto de os meus cães me morderem a mão apesar de lhes dar de comer, ( ver texto anterior) ou se o facto de um "amigo" passar uma semana inteira obcecado por umas cuecas de Senhora encontradas na lavandaria do prédio, e lhes dedicar vários textos num blogue de incontestável valor.
Acho que os nossos fins de semana precisavam de uma muda de roupa nova, e de uma muda de vida nova.
Pensando bem... Rico em nylon e em elastime é o meu amigo, apesar de não conhecer o cheiro a Ariel com que as ditas calcinhas foram lavadas, prometo que vou experimentar o dito detergente, talvez me calhem, quem sabe uns boxers de homem como brinde no interior da caixa, e eu em vez de escrever sobre cães raivosos, escreva sobre odores inesquecíveis e sensações suaves ao toque.
Vou, tal como o meu "amigo" também dormir sobre o assunto, sem no entanto o fazer mais do que uns minutitos, pois...os meus fins de semana, as minhas semanas, os meus meses e os meus anos, passam depressa demais e estou-me a aperceber que afinal, não tive tempo para ter tempo para...
O essencial!
Organizar o "gozo" dos fins de semana dos outros dá trabalho e despesa. E neste circulo vicioso aqui me movo eu.
Não paro, sempre de um lado para o outro intitulo-me formiguinha, não sei se não estará errada a analogia pois eu trabalho de verão e de inverno e elas ( as formiguinhas) descansam no inverno.
Bom, mas não foi rico em acontecimentos o meu fim de semana, foi um turbilhão de acontecimentos, a uma velocidade tão alucinante que até já me esqueci e estou já a preparar-me para o próximo.
Estava aqui a pensar com os meus botões que não sei o que é mais pobre em acontecimentos se eu a valorizar o facto de os meus cães me morderem a mão apesar de lhes dar de comer, ( ver texto anterior) ou se o facto de um "amigo" passar uma semana inteira obcecado por umas cuecas de Senhora encontradas na lavandaria do prédio, e lhes dedicar vários textos num blogue de incontestável valor.
Acho que os nossos fins de semana precisavam de uma muda de roupa nova, e de uma muda de vida nova.
Pensando bem... Rico em nylon e em elastime é o meu amigo, apesar de não conhecer o cheiro a Ariel com que as ditas calcinhas foram lavadas, prometo que vou experimentar o dito detergente, talvez me calhem, quem sabe uns boxers de homem como brinde no interior da caixa, e eu em vez de escrever sobre cães raivosos, escreva sobre odores inesquecíveis e sensações suaves ao toque.
Vou, tal como o meu "amigo" também dormir sobre o assunto, sem no entanto o fazer mais do que uns minutitos, pois...os meus fins de semana, as minhas semanas, os meus meses e os meus anos, passam depressa demais e estou-me a aperceber que afinal, não tive tempo para ter tempo para...
O essencial!
sábado, 26 de setembro de 2009
"Comprei um apartamento no Algarve!!!"
Imunidade á maldade?
“Sou uma pessoa muito humana”…É o que se costuma dizer não é? Pois mas humanos somos todos, eu tento ser apenas uma boa pessoa. Não tento apenas ser uma pessoa responsável, sou responsável por… E são algumas as minhas responsabilidades. Seria fácil, tão fácil, virar as costas e viver apenas olhando para o meu umbigo. No entanto sou incapaz disso, sou incapaz de apesar toda a maldade e injustiça á minha volta, fazer aos outros o que me fazem a mim.
Mal gratuito.
Invejar.
Destruir.
Também me defendo quando me chega a mostarda ao nariz, mas não tenho tempo para pensar no mal que poderia eventualmente fazer aos outros. Não se trata de falta de carácter, submissão ou aceitação.
Trata-se de mim.
Daquilo em que acredito para poder continuar a viver.
Deus deu-nos a dádiva da vida. Devemos merecê-la, independentemente do quão difícil e por vezes injusto é vivê-la.
É por isso que continuo. Acredito no Ser humano, preciso disso para caminhar.
Não tem sido fácil. Nunca foi.
Talvez não seja e nunca tenha sido porque aquilo a que me proponho também tenha uma fasquia muito alta.
Mas não me queixo, apenas entristeço e de cada vez que me desiludo com o ser humano, vai-se um pedaço de mim.
E sei. Sei que tenho que arranjar força e razão para não fraquejar, não me desviar do meu caminho.
Qual é esse caminho? O correcto. O correcto de acordo com os meus credos. De acordo comigo, com aquilo em que acredito. E acredito que para me valorizar nunca desvalorizarei ninguém, porque tenho o mais profundo respeito pelo ser humano seja ele qual for. Mas tento apesar das desilusões e da injustiça que ás vezes me rasga o coração, tento sim, não me desviar dos meus princípios e não passar por isso a ser igual a quem me faz e quer mal.
Não sei se é voluntariamente ou se é involuntariamente a maldade e a inveja que move as pessoas, tento percebe-las, tento desculpá-las por saber o quanto algumas são mal formadas e por não terem culpa disso. E penso:
- Ninguém as ensinou a serem melhores!
Mas logo remeto em questão:
- A mim também não! E eu não sou incorrecta, invejosa, não falo do que não sei, não falo da vida dos outros porque a minha me dá muito que fazer, enfim não sou mal formada!
Lembro-me da infância que não tive e das saudades que tenho da minha avó, do quanto o beijo que me dava na testa ao acariciar-me as fontes, me enchia de força, de esperança de que um dia tudo seria mais fácil.
Algumas vezes foi outras não. Mas foram mais as que não foram fáceis, não percebo ainda hoje é porque sorrio sempre apesar disso, talvez tenha os meus rasgos de idiotice, . Não percebo ainda hoje porque luto apesar disso, não percebo ainda hoje porque me responsabilizo pelos outros.
Parece que "comprei" um apartamento no Algarve.
Ainda por cima me subestimam, podiam ter-me “comprado” um apartamento numa qualquer ilha paradisíaca, mas não! Foi no Algarve que me foram “comprar” um apartamento. E eu a julgar que merecia melhor.
Parece que quando vou ao cabeleireiro gasto o equivalente a dois ordenados mínimos. O caricato disto tudo é que nem ordenado para mim consigo tirar. Mas quem afirma o estado risonho das minhas finanças, quer eu tenha quer não tenha ordenado para mim.
PARA ELAS TEM QUE HAVER!!!
E HÁ! E NISSO NÃO POSSO FALHAR,mesmo que tenha apartamentos no Algarve e gaste dois ordenados minimos no cabeleireiro...
É disto que estou cansada. Da maldade gratuita das pessoas. Da ingratidão das pessoas.
Questiono-me cada vez mais sobre o ser humano. Vivi metade de uma vida e ainda não o conheço. Desaponta-me cada vez mais.
Podia ter desaparecido, deixar tudo para trás, guerreio diariamente numa causa que á partida pode estar perdida, na tentativa desesperada de provar que vale a pena algo tentar para que estas “pessoas” tenham no minimo dois ordenados mínimos quando não são quatro a cinco vezes mais. Luto diariamente, porque nunca perco a esperança nem me desvio do que me rege : “ com trabalho atingem-se os objectivos…” para que “gente” pelas qual me sinto responsável, não deixe de ir ao cabeleireiro ou
ao RAIO QUE AS PARTA.
Mas não vou de férias mais do que três dias para um apartamento emprestado porque alguém se esqueceu de me dizer que eu tinha comprado um apartamento algures no Algarve e não me deram a chave, nem me disseram onde é.
Vai fazer três anos, isto é trinta e seis meses, em que a minha vida pessoal é uma batalha campal, esqueço-me de COMER e obrigo-me ás vezes a dormir, em que o meu único pensamento diário é : Tudo tentar para que esta “gente” tenha com que subsistir. Tudo tentar para honrar as minhas e as responsabilidades de outros como se fossem apenas minhas, remo constantemente contra uma maré que não vejo com tanto nevoeiro em meu redor, e mesmo assim, apesar de nada esconder, de tudo partilhar, mesmo assim ainda tenho que me defender dos cães a quem dou de comer.
Mas afinal porque tem as pessoas tanto veneno dentro delas? Diz o Povo que a inveja é um sentimento muito feio! E é mesmo!
Vai chegar o dia em que lhes acontece como ao escorpião!
Tal como dizia a minha avó : Se tens inveja do meu viver, vai trabalhar malandro!
Mas já agora ( Do meu não tenhas porque Deus pode ler-te a mente e dá-te
uma vida igual á minha e depois tu não tens capacidade para a suportar e dás um tiro nos miolos…)
“Sou uma pessoa muito humana”…É o que se costuma dizer não é? Pois mas humanos somos todos, eu tento ser apenas uma boa pessoa. Não tento apenas ser uma pessoa responsável, sou responsável por… E são algumas as minhas responsabilidades. Seria fácil, tão fácil, virar as costas e viver apenas olhando para o meu umbigo. No entanto sou incapaz disso, sou incapaz de apesar toda a maldade e injustiça á minha volta, fazer aos outros o que me fazem a mim.
Mal gratuito.
Invejar.
Destruir.
Também me defendo quando me chega a mostarda ao nariz, mas não tenho tempo para pensar no mal que poderia eventualmente fazer aos outros. Não se trata de falta de carácter, submissão ou aceitação.
Trata-se de mim.
Daquilo em que acredito para poder continuar a viver.
Deus deu-nos a dádiva da vida. Devemos merecê-la, independentemente do quão difícil e por vezes injusto é vivê-la.
É por isso que continuo. Acredito no Ser humano, preciso disso para caminhar.
Não tem sido fácil. Nunca foi.
Talvez não seja e nunca tenha sido porque aquilo a que me proponho também tenha uma fasquia muito alta.
Mas não me queixo, apenas entristeço e de cada vez que me desiludo com o ser humano, vai-se um pedaço de mim.
E sei. Sei que tenho que arranjar força e razão para não fraquejar, não me desviar do meu caminho.
Qual é esse caminho? O correcto. O correcto de acordo com os meus credos. De acordo comigo, com aquilo em que acredito. E acredito que para me valorizar nunca desvalorizarei ninguém, porque tenho o mais profundo respeito pelo ser humano seja ele qual for. Mas tento apesar das desilusões e da injustiça que ás vezes me rasga o coração, tento sim, não me desviar dos meus princípios e não passar por isso a ser igual a quem me faz e quer mal.
Não sei se é voluntariamente ou se é involuntariamente a maldade e a inveja que move as pessoas, tento percebe-las, tento desculpá-las por saber o quanto algumas são mal formadas e por não terem culpa disso. E penso:
- Ninguém as ensinou a serem melhores!
Mas logo remeto em questão:
- A mim também não! E eu não sou incorrecta, invejosa, não falo do que não sei, não falo da vida dos outros porque a minha me dá muito que fazer, enfim não sou mal formada!
Lembro-me da infância que não tive e das saudades que tenho da minha avó, do quanto o beijo que me dava na testa ao acariciar-me as fontes, me enchia de força, de esperança de que um dia tudo seria mais fácil.
Algumas vezes foi outras não. Mas foram mais as que não foram fáceis, não percebo ainda hoje é porque sorrio sempre apesar disso, talvez tenha os meus rasgos de idiotice, . Não percebo ainda hoje porque luto apesar disso, não percebo ainda hoje porque me responsabilizo pelos outros.
Parece que "comprei" um apartamento no Algarve.
Ainda por cima me subestimam, podiam ter-me “comprado” um apartamento numa qualquer ilha paradisíaca, mas não! Foi no Algarve que me foram “comprar” um apartamento. E eu a julgar que merecia melhor.
Parece que quando vou ao cabeleireiro gasto o equivalente a dois ordenados mínimos. O caricato disto tudo é que nem ordenado para mim consigo tirar. Mas quem afirma o estado risonho das minhas finanças, quer eu tenha quer não tenha ordenado para mim.
PARA ELAS TEM QUE HAVER!!!
E HÁ! E NISSO NÃO POSSO FALHAR,mesmo que tenha apartamentos no Algarve e gaste dois ordenados minimos no cabeleireiro...
É disto que estou cansada. Da maldade gratuita das pessoas. Da ingratidão das pessoas.
Questiono-me cada vez mais sobre o ser humano. Vivi metade de uma vida e ainda não o conheço. Desaponta-me cada vez mais.
Podia ter desaparecido, deixar tudo para trás, guerreio diariamente numa causa que á partida pode estar perdida, na tentativa desesperada de provar que vale a pena algo tentar para que estas “pessoas” tenham no minimo dois ordenados mínimos quando não são quatro a cinco vezes mais. Luto diariamente, porque nunca perco a esperança nem me desvio do que me rege : “ com trabalho atingem-se os objectivos…” para que “gente” pelas qual me sinto responsável, não deixe de ir ao cabeleireiro ou
ao RAIO QUE AS PARTA.
Mas não vou de férias mais do que três dias para um apartamento emprestado porque alguém se esqueceu de me dizer que eu tinha comprado um apartamento algures no Algarve e não me deram a chave, nem me disseram onde é.
Vai fazer três anos, isto é trinta e seis meses, em que a minha vida pessoal é uma batalha campal, esqueço-me de COMER e obrigo-me ás vezes a dormir, em que o meu único pensamento diário é : Tudo tentar para que esta “gente” tenha com que subsistir. Tudo tentar para honrar as minhas e as responsabilidades de outros como se fossem apenas minhas, remo constantemente contra uma maré que não vejo com tanto nevoeiro em meu redor, e mesmo assim, apesar de nada esconder, de tudo partilhar, mesmo assim ainda tenho que me defender dos cães a quem dou de comer.
Mas afinal porque tem as pessoas tanto veneno dentro delas? Diz o Povo que a inveja é um sentimento muito feio! E é mesmo!
Vai chegar o dia em que lhes acontece como ao escorpião!
Tal como dizia a minha avó : Se tens inveja do meu viver, vai trabalhar malandro!
Mas já agora ( Do meu não tenhas porque Deus pode ler-te a mente e dá-te
uma vida igual á minha e depois tu não tens capacidade para a suportar e dás um tiro nos miolos…)
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Partilhar a solidão?
Partilhar a solidão? Esse é o único sentimento que nunca quererei partilhar contigo. Solidão. Para ti quero o mar e o céu, a terra e os astros, os arabescos das gaivotas... ... tudo menos partilhar o vazio.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Quem me dera ...
Quem me dera que quisesses o que eu quero e tu nao sabes se queres.Quem me dera que soubesses que te quero e me quisesses querer-te.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Sonho vazio
Queria tanto, ele queria tanto, mas queria tanto que já não sentia a dor, era o cerebro agora que padecia, deixara de ter espaço para algo mais. Apenas tinha espaço para aquele sentir, e tomava consciência que roçava a obcessão. Aquele estado de Alma . A dor de querer era lancinante. Não estava nas suas mãos, era a única certeza que tinha. E sentia-se impotente. Não lidava bem com o desconhecido, com a incerteza, com a insegurança. Na sua vida tudo tinha estado sempre muito bem arrumado. A dor essa, começava a tornar-se insuportável. E sabia que não suportava bem a dor. Era uma pessoa demasiado comum , e as pessoas comuns não são capazes de grandes feitos. Sabia que se tratava de merecer. Queria tanto merecer, mas não lidava bem com as perguntas sem resposta. O cansaço! Sim o cansaço esse cansaço de tanto esperar, de tanto desejar, o cansaço de uma procura infrutifera de tantos e tantos anos, levara-o à descrença. E agora... Não sabia. Faltavam-lhe as respostas às suas perguntas. - Talvez amanhã quando acordar eu me sinta mais positivo e este vazio desapareça- pensara - Que sonho mais estranho - pensara Guilherme - Sonhei que estava a sonhar num sonho vazio, que iria acordar desse pesadelo. E afinal não passou de um sonho! Afinal a vida de Guilherme não era o pesadelo de um sonho vazio.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Incógnita
No outro dia estive com a minha amiga Luana, estava em baixo a Inês, estava atónita e desencantada:
- Porra Inês! Nada nos é dado de mão beijada? Tem que ser tudo tão dificil?
- Porque me havia eu de me ter apaixonado por uma pessoa que não é livre? Que não sabe quando vai ser livre? E pior ainda que me diz para esperar sem data marcada? Será que não mereço ser feliz? Afinal eu posso sofrer que não faz mal? Aguento e pronto?
Olhei para a Luana e sorri:
- Querida porque foste tu acreditar que os sonhos se tornam realidade? Com a idade que tens ainda não aprendeste que um grande amor é só nos filmes?
- E tu Inês? Eu não acredito que não sonhes com um grande amor?
- Eu não disse que não sonhava Luana. Sonhar sonho, só que só sonho e só no subconsciente... muito lá para trás que é para não me magoar.
- Vou-te dar um conselho Luana: Trabalha, trabalha, trabalha de noite e de dia, vais ver que a trabalhar só te dói os pés e o corpo, chegas á noite tão cansada que antes de te deitares já dormes, enquanto que a sonhares pelo grande amor dói-te a alma, a cabeça, o coração e mais uma data de orgãos, sobretudo porque deixas de dormir e assim não há quem aguente muito tempo!
Abrimos uma cerveja e fumamos um cigarro à varanda da minha casa, dei-lhe um beijo e disse-lhe:
- Perdoa-me Amiga de às vezes ser tão dura contigo.
- Não és dura Inês, és realista.
- Pois... A puta da realidade...
E cai de novo em mim. Voltei à realidade para não me deixar magoar...
Ao trabalho.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Diz-me ...Partilha.
Que confusão!Cansaço de coisas dificeis! E o direito às coisas fáceis, não é para todos ? A ignorância é o pior de tudo. Não sei ler nas entrelinhas nem por linhas tortas quanto mais direitas. Troquei-me toda agora só para não ter o trabalho de tirar elações.Não digo mais nada, não leio mais nada.Não espero mais nada. Porque afinal o motivo desse vazio são as palavras que o vento leva. Um dia, explica-me se quiseres : Diz-me o motivo do teu vazio, já que eu não sei tapar o meu. E manda-me para o raio que me parta... Que eu vou contigo.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
A dor
Post de um Anónimo :
"Quanta coragem é preciso ter para continuar a viver depois de se perder um filho? Há anos que me faço esta pergunta. Nunca soube responder, nunca ninguém me respondeu, nunca tive sequer a coragem de perguntar. Há anos que choro a perda de um filho que não foi meu, mas era filho de alguém, sobrinho de alguém, primo de alguém, neto de alguém, amigo de alguém. A perda é o pior dos sentimentos.
Cobardia? Talvez eu seja cobarde porque nunca tive a coragem de reconfortar com palavras uma perda imesuravel. Fui cobarde não o fazer por saber que as minhas palavras nunca seriam suficientes. Apenas sofri em silêncio a dôr de quem amo, continuo a sofrer impotentemente sinto-te cá dentro. Achei que era respeito. Não falar, respeitando a dôr. Para mim, o silêncio vale muitas vezes mais dos que as palavras, porque as palavras quando são demasiado verbalizadas perdem o sentido, a importância , tornam-se repetitivas e efémeras. Não tive espaço para dar o meu ombro a quem precisava.
Foi-me negado pelo silêncio. E eu respeitei.
Poderia dizer que daria a minha vida para que ele não partisse. E daria. Não o soube fazer, julguei que estava explicito. Julguei que quem julgava conhecer-me saberia que a minha dor longe a anos luz da sua, também era grande , enorme, não sei quantificar. Porque sei que sou demasiado cobarde, não teria a coragem de permanecer aqui para além de um filho. És corajoso. És valente. Sempre foste o meu idolo. Nunca te o disse, mas pensava que o percebias. E tentava de forma desajeitada agradar-te, queria que te orgulhasses de mim. Nunca o percebeste, nunca o notaste que eu sei. Por isso não me conheces. És fruto também daquilo que te ensinaram.
Não sei quanto é preciso de coragem para viver para além de um filho. Não sei.
Perdão. Daria a minha vida.
Perdão. Diria mil palavras.
Perdão. Repetiria tudo de novo.
Mas tudo seria banal e perderia o sentido.
Perdão. Não sei ser melhor, juro-te , a ti que nunca me vais ler porque nunca me conheceste e não sabes o que sou quem sou nem como cresci, juro-te que tentei ser melhor, sempre melhor, apesar de tudo o que vivemos, apesar da maldade que nos espreitou na infancia, apesar de nós os três termos sido victimas da ignorância e da crueldade da vida. Juro-te que em cada acto, cada escolha, cada opção de vida, foi sempre para ser melhor, e nunca para ser igual ao que me rodeava. Sei que aceitas a vida tal como te foi apresentada, conformas-te com o sofrimento e não consegues nem nunca conseguiste chegar a mim. Nem tu nem ninguém, mas não queiras saber, já sofreste demais. Eu já arrumei as minhas gavetas, já me perdoei.
Não foi por culpa minha.
Eu era uma menina.
Mas falta-me algo, sempre faltou, e por me faltar tenho procurado a vida inteira um aconchego para o meu coração. Não fui amada por mim, por aquilo que sou. E sinto falta disso. Apenas queria ser Amada. Só isso. Sempre protegi alguem. Preciso de um amor que me proteja.
Perdão se te decepcionei. perdão se a vida nos separou. Perdão por não saber amar-te mais, nem tanto quanto mereces, perdão por não ser motivo de orgulho para ti. Estou ainda a tentar ser melhor. Ninguém me ensinou, fui aprendendo, ainda estou nesse processo, acho que até ao fim da minha vida. E os sentimentos são muito mais importantes do que tudo o resto. O que interessa tudo o resto quando a Alma dói e não tem cura?
Como se faz para apesar de tudo se ter a coragem de ser melhor? Onde se vai buscar a bondade e a grandiosidade para isso ? Sei que não me sabes responder. Tu és tu e eu sou eu. Tu não me conheces. Aliás nós os três não nos conhecemos.Ninguém nos deu tempo para isso. Nem espaço. estavamos todos ocupados a tomar conta sempre de alguém. E ninguém tomou conta de nós.
Ontem disseste que nunca falo, que nunca me exprimo, que não eras obrigado a saber. Pois não, tens razão, mas eu tentei , e mais do que uma vez. Não te lembras pois não? Não te levo a mal. Estavas ocupado com o teu sofrimento que é tão grande que nem eu que tento sempre ser ainda maior, consegui medi-lo. Mas tens razão, não me exprimo a não ser para o papel, agora para um teclado, um blogue anónimo e ninguém sabe quem sou. Não é para se saber. É a minha forma de dizer o que vai na Alma, não sei fazer de outra maneira.
Talvez quisesses dizer que não me dou. Eu acho que me dou, muito, mas mesmo assim nunca é suficiente para quem recebe. Mas sim tenho medo de dar demais e sofrer depois. No entanto mesmo assim construo castelos no ar, aspiro ao amor que não me souberam dar na tentativa de esquecer as feridas da minha Alma.Sabes ? Não me leves a mal se não mostro o que sinto, não posso, tenho sempre que ter este ar de quem é uma rocha, uma montanha, este ar de com quem não se passa nada, tenho que me defender e não mostrar a minha vulnerabilidade, sabes porquê? Porque sempre atraí o mal para mim, e a vida ensinou-me que não posso deixar, a vida ensinou-me que não devo mostrar... A nós os três sempre foi exigido que fossemos fortes e duros, como queres agora que eu tivesse sido diferente? Diz-me ?
Perdoa-me se falo na minha dor sabendo que tens uma dor tão grande dentro de ti. Uma dor imesuravel, uma dor para além do universo, uma dor com que só os Grandes conseguem viver. E aqui estou eu a queixar-me não sei do quê? Como se eu fosse alguém, como se o que vivi fosse suficientemente importante.
E sinto-me de novo
Pequenina
E desprotegida
Perdoa-me por não saber ser tão Grande. Juro que tentei, juro que tento todos os dias."
Herrimina
Herrimina palavra basca mais parecida com a palavra saudade em português. A Saudade é a presença de uma ausência na nossa Alma. Sinto Herrimina da infância que não tive.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Mais do Mesmo...
As pessoas não mudam, apenas melhoram ou pioram, ou apenas continuam, fiéis a si mesmas. Um dia zangam-se consigo próprias e culpam o Mundo das suas atitudes, comportamentos e fraquezas. É facil demais... Cada acto cometido só o é porque o queremos, em última análise a decisão é sempre nossa. Escolhas! São escolhas, apenas isso. Ter a coragem de assumirmos e mesmo assim a força de querermos ser melhores.
" A pessoa que eu era acaba ali..." Onde e quantas vezes já ouvi isto, e de todas elas nada mudou?
A evolução só acontece quando te propões à tua própria progressão interior. Enquanto isso, é mais do mesmo... Dês as voltas que deres...Vais sempre parar ao mesmo sitio...No entanto tens a compensação : O Harém vai atrás, o ego alimenta-se de...mais do mesmo! Quando dás por ti, fazes parte do rebanho que tanto renegas, a única diferença é que te iludes a ti, usando utilizando palavras pomposas, como se o facto de seres critico com o que te rodeia, te conferisse o direito de julgares e nada fazeres. Não estás ilibado. A consciência é lixada.
Alma! Abrir a Alma. Não é para todos. Ou até pode ser de forma velada, por detrás da cortina e de forma anónima. É fácil e indolor.
O meu amigo Guilherme um dia distraiu-se e abriu a Alma e mais valia ter feito o Amor sem abrir a Alma. O Guilherme não se queixou porque o fêz sem pedir nada em troca, porque afinal dera incondicionalmente, sem nada esperar. Mas recebeu...
O beijo mortal de uma Alma perdida.
Mas a Alma do meu Amigo Guilherme ficou ferida mas não morreu.
"Um dia faz-se uma ferida ela sara, mas a cicatriz fica lá..."
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Raios partam o tempo!
Ando com os azeites...
Deve ser do tempo incerto, cinzento, e da falta de coerência com que ele se tem apresentado de há uns tempos a esta parte. Não percebo o porquê de tanta incoerência afinal o tempo não é certo porquê? Eu por acaso tenho culpa que tenham dado cabo do planeta com tanto acto de vandalismo? Eu e tantos Eus como Eu que tudo fazem, tanto se esforçam para o respeitar e o tratar com carinho?Afinal o tempo é injusto e trata toda a gente pela mesma bitola porquê? Tenho culpa de o terem maltratado?
Raios partam o tempo que não sabe a quantas anda!
terça-feira, 30 de junho de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Fuck!
Déjá vu! Fuck! A loura quando vê uma banana diz: - Fuck vou cair outra vez! Pois ela tem desculpa porque é loura. E tu tens desculpa porquê?
Falta de Tempo ?
Falta de tempo?…Hoje em dia com a facilidade de comunicação que chega ao exagero de cada pessoa ter dois ou três telemóveis, é no mínimo insólito e desconcertante. Até para Inês cujo sentido de humor está além de qualquer mortal, é triste e tenebroso demais para pegar numa ponta solta e fazer daí um boneco animado. Seria uma caricatura bem feita se não fosse demasiado irreal. E entristeceu. Entristeceu porque não entendeu, ou talvez tenha entendido bem demais. Que porra ! - pensou. Pûs outra vez a pata na poça! O Ser humano de hoje corre, corre numa lufa, lufa incessante orientado numa única direcção, esquecendo que em seu redor existem pessoas e coisas, pequenas coisas, e depara-se na maioria das vezes tarde demais que afinal correu em círculos e as pegadas que deixou para trás não foram mais do que isso, apenas pegadas cravadas no asfalto. Ninguém as viu, ninguém valorizou o esforço feito . E os custos ? Esses são enormes. E queixam-se, queixam-se constantemente de que o tempo não dá tempo para ficar atento aos pormenores. Depois há os que esquecem os filhos dentro dos carros dias inteiros. Não sei se tenha pena dos filhos a quem foi tirada a vida devido à falta de tempo, se tenha pena das vitimas destes tempos cujos filhos partem antes deles, contrariando assim a lógica da vida. Não tenho grandiosidade suficiente para entender porque nos falta tempo para os que amamos. Apenas sei o que sinto, e sinto que o tempo me tem roubado pequenos momentos que fazem os grandes seres. E estou atenta. Esforço-me muito para estar atenta à falta de tempo. Tenho sempre um tempo para quem amo, com muito esforço é verdade. Mas tenho. Há Seres que nasceram para viverem sozinhos, penso eu. Talvez Inês seja uma delas. No entanto essa lógica de pensamento contraria também a lógica da vida. O Criador tirou uma costela a Adão e daí nasceu Eva para lhe fazer companhia. Mas também há Evas que dispensam o Adão porque mais vale só do que mal acompanhadas. Essas são as Evas dos tempos modernos, as que caçam sozinhas para comer e alimentar as suas crias. Mas não é dessas Evas que falo. Falo das que apesar da enorme necessidade de partilharem com o Adão, escolhem a solidão. Não porque a desejem para si. Não porque não tenham de que partilhar. Essas têm, e muito, mas mesmo muito, têm tanto para partilhar que os Adãos deste mundo se assustam com tanta bagagem e deixam-na pelo caminho, não vá o diabo tecê-las e terem um trabalhão para abrir tanta bagagem. Mas há também as outras Evas, as raras, as que são fruto do nosso século, as que absorvem todo o ar que respiram, se alimentam de átomos e se desfazem em pequenas partículas, e nessa incessante reciclagem tornam-se exigentes demasiado exigentes talvez… E a solidão acontece. Hoje Inês não rectificou erros, não pôs nem tirou virgulas e pontos fora de sitio, porque hoje Inês está no sitio errado à hora errada. Mesmo querendo acreditar que tudo se constrói, que a pressa é inimiga da perfeição, há imperfeições que nos são mostradas a olho nu e logo à partida, mesmo assim a nossa tendência é para as aceitarmos, levá-las connosco, e depois nos queixarmos que afinal , voltou tudo acontecer de novo. Pois é enquanto não aprendemos com os erros eles são-nos apresentados vezes sem conta até que saibamos como não voltar a cometê-los…
domingo, 28 de junho de 2009
A subtileza da destruição.
"Destruímos sempre aquilo que mais amamos - em campo aberto ou numa emboscada - alguns com a leveza do carinho outros com a dureza das palavras - Os cobardes destroem com um beijo os valentes destroem com a espada."
O.Wilde.
Com todo o respeito GOSTO, sempre gostei, mas... será que há algo de valente na destruição ? Mesmo assim o meu pensamento perde-se nesta ambiguidade...
Sei o que Quero!
A independência começa na nossa cabeça, na forma como encaramos a nossa vida, a nossa carreira, as decisões que tomamos, o respeito que temos por nós e por aqueles que amamos.
Particulas
" Aqueles que passam por nós não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós."
27.06.2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Risco?
E agora o que faço com isto?... Vou-me magoar! E arrisco? Que estupidez... Mas afinal qual foi o parafuso avariado que Deus colocou na mulher numa noite de bebedeira? Só podia estar com uma carrossa do tamanho do universo... Eu não percebo porque Ele usou a costela do outro mas ela nem sempre encaixa...
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Amor com Alma? Alma com Amor? Outra dimensão.
"O dificil não será fazer-te o amor, mas sim ficar-te com um pedaço de alma."
retirado de : www.boca-dos-.blogspot.com
Discordo porque só depois de te ficar com um pedaço de Alma te poderei fazer o Amor...enquanto isso não acontecer, não é Amor é outra coisa qualquer cuja entrega é incompleta. Amor ... só na totalidade. Alma primeiro, depois simbiose.
retirado de : www.boca-dos-.blogspot.com
Discordo porque só depois de te ficar com um pedaço de Alma te poderei fazer o Amor...enquanto isso não acontecer, não é Amor é outra coisa qualquer cuja entrega é incompleta. Amor ... só na totalidade. Alma primeiro, depois simbiose.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Mi pregador de cabello -
Cansada, cansadíssima, a necessitar de um fim de semana longe, sem stress, sem telemóvel, sem nada… - O exílio! Onde é o exílio ? pensara Inês Ligou a Luana . - Olá miúda, como é vamos sair daqui para fora? Uns dias dois ou três logo se vê. Luana sugerira Paris. - Paris sim a cidade Luz, a minha cidade, a minha alma, a minha adolescência, as minhas travessuras de criança, os meus pecados de adolescente, o sonho, a paixão eterna e única de cada vez e nunca a última, enfim Paris a minha terra. Teria de ser Inês a marcar a viagem. Tarefa difícil tinha mil coisas para tratar. Para poder sair da empresa uns dias tinha que se triplicar para deixar tudo delineado. Precisava de sair dali. Não porque não estivesse ali bem, mas porque se estava a aproximar o fim de semana, talvez o único que nos últimos tempos não havia trabalho. Fim de semana de 14 de Junho . Não ficaria certamente inerte e sozinha nesse fim de semana. Não nesse ! Estava decidido iriam para Paris. Passariam dois dias sem que Inês se lembrasse de marcar o voo para as duas. Sexta feira 13 de Junho, telefone… -Olá Inês como é ? Viagem tudo marcado? - Viagem? Que viagem? Meu Deus a viagem para Paris.! Esquecera que não a podia marcar por telepatia. Que chatice! Ainda não inventaram um PC que se oriente sozinho depois de lhe dizermos o que desejamos fazer no fim de semana tal e com quem. -Esqueci Luana! Não tive tempo. Luana não queria acreditar. Os palavrões eram aos milhões e Inês reduzira-se à sua insignificância naquele emaranhado de desabafos mal expressos. -És sempre a mesma coisa Inês, não se pode contar contigo, na tua cabeça só o trabalho ocupa lugar…blá, blá, blá… Luana tinha razão. Depois da tempestade vem sempre a bonança e as duas amigas acabariam por combinar seguir para Norte já que o País todo estava no sul. Fim de semana de 14 de Junho ! Rumo ao Norte. O som estridente de uma mensagem quisera-lhe arrancar os tímpanos, lera : -Olá Inês, estou a passar o fim de semana em Paris… Saudades de Paris? Era Marta, conheceram-se um ano antes, iria fazer um ano a 14 de Junho 2008 que se haviam conhecido, duas Almas parecidas, ambíguas, nada as resumiriam melhor do que O.Montenegro – Metade - Mas não não iria para Paris, com pena , mas não iria. E pensara o quanto o destino com frequência nos joga partidas. Queria muito naquele momento estar em Paris, juntar-se a uma Amiga que não via há um ano, mas que acreditava conhecer como a palma da sua mão. Ou talvez o destino nos apresente obstáculos para que os possamos vencer. Ou quem sabe o destino não quer simplesmente saber, e nós temos é que não ser distraídos quando queremos ir para Paris. E quando o universo inteiro se move para que não se encontrem duas Almas, não vale a pena ser-se obstinado e remar contra a maré. Não remaria para Paris. Tinha lido algures que as situações nos são apresentadas vezes sem conta até que aprendamos com elas… iria progredir, esquecendo a Marta, Paris, e o ano anterior. Passaria mais um ano talvez ou uma eternidade. Que fosse, não estava escrito. Iria para Norte, não ficaria no centro, não iria para o sul nem para Paris , mas sim para norte. Três horas de viagem, calor intenso. Telefone a tocar sem parar. Carro de mulher com tudo a que tem direito : a desarrumação, as revistas pelo chão, a roupa fora do saco porque pelo caminho se troca de roupa as vezes que o capricho o exigir, a fruta fora do saco e não esquecer sobretudo : as garrafas de água, muita água… sim porque uma mulher tem que beber muita água para o abate das teimosas calorias a mais, quanto mais duas mulheres decididas a não engordar nem um grama. Chegariam já pela tarde fora. Retirar da bagagem, beijos à família, apresentações aos mais velhos, respostas às perguntas do costume, cujas respostas são sempre as mesmas, tão fácil quanto seguir a regra do… a quem muito quer saber nada se lhe diz… Noite, é noite e hoje são 13 de Junho, amanhã são 14, pensara Inês, deveria estar em Paris… pois mas não estou… e mesmo que estivesse ainda assim não quer dizer que estivesse melhor do que aqui. Aqui no Norte, onde tudo é verde, simplesmente verde, onde se trocam o Vês pelos Bês e é lindo de morrer, não é ridículo, não soa mal, é assim, simplesmente “berde”. Mas não vou ficar aqui, pode ser que a Marta me telefone amanhã dia 14 e me conte como está Paris. Queria que a noite passasse depressa, a correr, não dar conta da eternidade da noite. Vigo! Vamos a Vigo! Era isso, adorava Vigo, tinha boas recordações de Vigo. Isso, destino a Vigo . Dolce Vita 14 de Junho, noite de Vigo, gente bonita, gente feia, enfim de tudo, para que não falte nada e para todos os gostos. Queriam apenas divertir-se, uma noite de alegria e boa disposição, merecida, porque o trabalho não lhes dava tréguas, era merecida a noite. Boa musica, sim ouvindo agora com mais atenção, boa música. O corpo pedia-lhe que se mexesse, as pernas começavam a dar de si. Mas estava cansada, passara a noite anterior de pé, dançando. Duas noites seguidas era dose de cavalo mesmo para Inês que mais parecia estar ligada a uma pilha interminável desde que nascera. Tanta gente, tantas caras, tantos olhares, olhos nos olhos, wc onde é? Sim a li ao fundo, que calor… desde casaco, despe cachecol, despe, despe. Dança, dança, esquece . … Que bom! Gente bonita em todo lado, musica … Um néctar para os meus ouvidos, seja ela qual for, nunca percebi esta minha adoração pela música eu canto mal que me farto. Desafino que é um disparate, talvez goste de musica porque ela me desassossega as pernas, e danço, danço, adoro dançar, tenho a musica e o ritmo no corpo, qualquer ritmo desde que dance. Um olhar, e outro e ainda outro, e cruzam-se muitos olhares, estou tonta, sinto-me num carrocel. Estou radiante. Bem comigo. Um olhar. Um olhar? Que olhos!!! Olho de novo, não são os da Marta, nem da Luana , mas são uns olhos que conseguem parar os meus. E olho. E vejo. Volto a olhar e a ver. Vejo duplamente, e dois pares de olhos transformam-se em quatro pares, e de repente sou abalroada por alguém insensível a tantos olhares, alguém que não merece um par de olhos daqueles porque não tem capacidade para os sentir, e perco de vista os olhos de quem me viu. Deixei de ver. Por uns segundos apenas porque imediatamente, os olhos prendem-se aos meus, e viajo , embarco numa dança inebriante levada por um par de olhos que não deixam os meus pestanejar. O calor aumenta, solto o cabelo, a mola cai no chão e eu vou atrás dela, não é pela falta que faz no cabelo, mas é importante a mola, é a minha mola, baixo-me e só vejo pés, muitos pés mas nenhuma mola. - Que sucede? Quieres ayuda? -Hein? Ah sim a minha mola respondi eu aos olhos, perdi a minha m.o.l.a - Pregador? És tu pregador? Os olhos olhavam para mim e ensinavam-se espanhol, e eu bebia tudo o que eles me ensinavam, mas não me diziam onde estava a minha mola. Neste desassossego de mola para frente, mola para trás, os amigos dos olhos e mais os olhos e outros tantos pares de olhos começaram numa busca incessante á procura de mi pregador del cabello . - La solucion será ficar asté el final e procura-los después! Pois que remédio senão fazer isso, que chatice, iríamos ficar todos até ao final e com os olhos procurar mi pregador de cabello. E ficamos! Mas el pregador de cabello, nem vê-lo. Os olhos continuaram a olhar os meus e a preocupar-se com mi pregador. Ambre tengo ambre. Fomos todos os olhos comer. Comi que me fartei, houve quem bebesse até fartar. E lo pregador… nadie. Graças a mi pregador de cabello qué vi uns olhos que não desgrudaram dos meus e por uma noite desgrudei de tanta coisa que não fazia sentido por não ser consistente. Tal como a Marta sou de ideias fixas e talvez demasiado controlada. Na verdade sou apenas “metade”. O sol raiava quando chegamos ao destino. Ao abrir a mala arranhei os dedos en … Mi pregador de cabello. 14 de Junho 2009 Vigo um ano depois… Continua… " Metade " O.Montenegro You tube link abaixo
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Amar é demodé?
I had a dream. O Amor sofre do estigma dos nossos dias, não se pode mostrar que amamos, não se pode amar e ainda muito menos assumi-lo. O amor tem uma conotação pejorativa. Como se fosse uma doença, um mal maior. Ninguém Ama hoje em dia. Ninguém quer Amar. Toda a gente acha demodé assumir que ama ou que quer ser Amado. Não entendo porque não se Ama hoje sem condição, sem medida e sem medo. Não compreendo porque não se pode sonhar, ter um Amor como nos filmes. Uma paixão avassaladora daquelas que num encontro de olhares ambos sabemos que somos um só. Ambos sabemos apenas num olhar que se não tentarmos nos vamos arrepender, que nada temos a perder, que medo é o frio que habita a Alma e na Alma cabe tudo. Até a desilusão, mas que a desilusão vale a pena, porque antes dela foi a ilusão, o voo das gaivotas, o brilho do céu, o cantico dos passaros, e só por isso vale a pena tentarmos, porque se não tentarmos... Nunca saberemos. Amar é sofrer também. Sim! E depois? Ama-se sim! Tantas vezes quantas o Amor se nos apresentar á frente, e não se deve renegá-lo, desperdiçá-lo. Quero Amar sim! Quero acreditar que existe um Amor imenso, tão imenso quanto me sinto cada vez que escrevo sobre ele, cada vez que sonho que algures ele existe para mim, de cada vez que acredito que para cada Ser humano existe alguém de especial, que esse alguém existe também e me sente. Quero Amar sim! Sem medos, receios estupidos estériotipados, criados por uma sociedade consumista que nos ensina que o nosso espaço não é para ser dividido. Medo ridiculo criado por uma sociedade supostamente intelectual que rebaixa um sentimento tão nobre e corajoso e eleva ao mais alto nivel, sentimentos como o desamor, a solidão, o egoismo. Os homens deixam o tampo da sanita constantemente levantado e as mulheres teimam em baixá-lo e nesta desconversa estúpida e inutil, reina a imbecilidade/infertilidade, o resultado vai ser tão simples e previsivél : Ambos vão envelhecer sózinhos mas no mesmo Lar de Idosos. Pior ainda é que durante as suas voluveis vidas, procuraram silenciosamente e em segredo um Grande Amor e nunca o souberam admitir, não se deram, não acreditaram... Porque afinal é demodé sonhar com o Amor. Porque alguem escreveu : " Amor é a incrivel vontade que une a mais estranha das vontades : a minha e a tua"... E é porque não mais me vou esquecer desta frase que : Quero sonhar e admito que sou demodé. Quero deixar a tampa da sanita rebaixada, ou levantada, tanto me faz, por mim até se pode tirar a tampa à sanita. Admito sem medo, sem vergonha, ou receio, sonho que o Amor brevemente, muito brevemente, vai aparecer... do nada, sem eu esperar, sem me avisar, como nos meus sonhos demodés, vai chegar de pianinho, em silêncio, vai bater á minha porta e eu vou recebê-lo de braços abertos, vou pular no seu pescoço, vou enchê-lo de beijos, vou sufocá-lo de carinhos...vou... Onde estás Amor? Terá sido afinal, apenas uma ilusão? Afinal Amor? O Amor não existe mesmo? É só nos filmes? E eu Amor viverei eternamente à tua procura sem te encontrar porque tu não existes? Escreverei sobre ti Amor. Amor, palavra tão pequena e tão grande, tão cheia de conteudo, com ele se move o Mundo. Sim sobre o Amor eu vou continuar a escrever... e a sonhar porque do sonho nasce a obra. Ao trabalho porque tenho um livro para escrever, sobre : O Amor com que sonhei!
domingo, 7 de junho de 2009
Eleições 2009
07 de Junho de 2009 O nosso 1º foi votar hoje e... pasme-se... Esqueceu-se do cartão de eleitor em casa. Estava a tomar o pequeno almoço às 16h36 ( eu sei que não se toma o pequeno almoço a estas horas, mas defendo para quem não sabe que os meus horários de trabalho não são os mais normais, e juro que o trabalho é dos mais honestos que há, maldito euromilhões que não me premeia à sexta feira, só porque me esqueço de jogar...) Dizia eu que estava a tomar o pequeno almoço quando ouvi esta "fofoca". Retorqui logo de imediato em defesa do nosso 1º que o Homem também tem direito a ser esquecido pois é humano. Pois...pois...Cobras e lagartos... E caiu-me o café em cima. Não vou agora tecer comentários, porque os meus neurónios estão ainda a dormitar , e eles também não se vão fazer esperar, vou estar atenta em surdina ao futuro próximo. Vou pacientemente aguardar pelos comentários da Manela no Jornal da Noite na TVI, a Amiga do nosso 1º tem agora uma excelente oportunidade de servir a vingança em prato frio e eu vou mesmo aguardar pois acho que a saga promete... Até logo pois acho que vamos ter um jornal bem mais interessante depois deste deslize do nosso 1º.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Calma, muita calma...
Sim calma... muita calma porque de facto a pressa é inimiga da perfeição. Gostamos também de perfeição e de tudo aquilo que ela exije e transmite, pede e oferece. A perfeição exije cuidados redobrados. Até parece que estamos a falar de calculismo, mas não estamos, estamos a falar da sublime diferença entre os cuidados a ter e os cuidados a demonstrar , a sentir, a manter...
Calma, muita calma... não só porque a pressa e o descontrole é inimigo da perfeicção e leva qualquer projecto ao precipicio, mas porque é nas situações mais descontroladas que os grandes projectos se perdem, ficam pelo caminho, quando afinal, era apenas uma pequena afinadela, uma virgula, na página de apresentação.
Passada a apresentação e confirmadas as qualidades e exequibilidade do projecto , começa a sabedoria, a construcção, a acção... Os alicerces são a base de tudo.
domingo, 24 de maio de 2009
MEC -
Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice,facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também. Miguel Esteves Cardoso
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Homens são de Marte e as Mulheres são de Vénus-John Gray
Algumas histórias de amor são um verdadeiro suplício. Parece que o homem gosta da mulher difícil, sempre inacessível. Quanto mais ela se afasta, mais ele corre atrás dela. Isto não é amor! É dependência, paixão, carência afetiva, mas não amor completo. No amor completo tem que estar bom para os dois. Amar uma mulher não é muito difícil! O difícil é fazê-la feliz... e o relacionamento crescer apesar das diferenças de opinião, temperamento, etc. A mulher tem um jeito diferente de encarar o amor e o sexo. No entanto, carinho, diálogo e uma boa dose de compreensão vencerão as diferenças na forma de vivenciar o amor. Tanto o homem quanto a mulher sentem medo. Todos nós sentimos medo de sofrer, de abandono, de novos relacionamentos. Com este medo, criamos uma defesa interna que nos impede de se abrir para o outro e expor as fraquezas e os sentimentos. "Ah, se eu falo que estou apaixonado... ela vai pensar que sou mole... e se aproveitar"- pensam alguns homens. Ou então: "Puxa, dei um carro novo para ela... e mesmo assim, ela vive se queixando de mim." O diálogo e o companheirismo é sempre uma forma adulta de aparar arestas e não criar expectativas irreais. Para ele, um carro zero é uma demonstração de amor. Para ela, é um gesto de carinho, uma flor ou mais atenção na hora das refeições. Cuidem do relacionamento dia a dia, para manter viva a chama do amor. O Amor transforma toda a nossa vida! É preciso coragem, bom senso e paciência para viver um grande amor! O Amor não é fragmentado! O Amor não é somente sexo, um bom papo numa mesa de bar, ou mesmo "ficar" algumas vezes com uma garota. Sentir Amor é estar comprometido com alguém. É se responsabilizar por este compromisso e estar ao lado dela para o que der e vier: um cinema, fazer amor num motel, fazer um filho e cuidar dele, cuidar dela quando adoecer ou ajudá-la quando precisar. Amor combina com responsabilidade. Não é fácil, mas quando acontece é pura magia! E quando um homem verdadeiramente ama... é para valer! Homens são de Marte e as mulheres são de Vênus - John Gray.(Editora Rocco 12ªedição.) Marte e Vênus juntos para sempre - John Gray
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Anonymous versus Kid/Bocados - A pensar
Ter medo de assumir algum compromisso, quase algo como ter medo de viver. Ter medo de enfrentar algo diferente, ou mesmo já vivido, mas que irá acarretar mudanças no modus vivendi de momento. Basicamente, ter medo do futuro. Isso ocorre com muitos homens em determinados momentos de sua vida. Tenho visto muitas vezes, homens calejados, com boa bagagem de vida, bem sucedidos em sua vida profissional, mas que não sabem como agir em questões tão prosaicas como essas coisas do coração. Parece que se assustam com a possibilidade de se envolver emocionalmente com alguém, mesmo que sintam ter encontrado alguém especial. Mas que irá quebrar uma rotina de vida já estabelecida. Podem ser pessoas acostumadas a decisões rápidas para resolver negócios envolvendo milhões de dólares (em questões de negócio, é mais chique falar em dólares), mas ficam tremendo nas bases quando estão diante de uma mulher, precisando resolver sobre seu próprio destino. Chega a ser realmente curioso, mas isso ocorre com muita mais regularidade do que se possa imaginar. E buscam diversas razões para justificar(?) essa indecisão. Uma delas, pode ser o fato do cidadão estar saindo de algum relacionamento tumultuado, e ainda esteja meio traumatizado para imaginar uma presença feminina a seu lado e sentir receio de que tudo se repita. Então, embora ame a mulher em questão, teme assumir um compromisso que o faça sofrer novamente, e prefere apenas relacionamentos eventuais, por medo de imaginar algo em definitivo. E então, sofre por que gostaria de estar com a pessoa que ama. Seria cômico, não fosse trágico... Sofre por medo de sofrer... Pode? Outro pretexto, e um tanto mais justificável, é o executivo, cujo trabalho exige constantes viagens. Nesse caso, sua agenda sempre lotada, fatalmente vai atrapalhar qualquer tentativa de um relacionamento mais estável. Explica-se, então, que ele prefira manter apenas relações mais superficiais. Um compromisso realmente complica... Também pode existir a famosa questão dos filhos, quando o cidadão não quer se envolver com outra mulher “porque meus filhos precisam de mim”. Claro, que é apenas o medo de se envolver emocionalmente, principalmente se está saindo de uma separação meio traumática. Pode ser uma tentativa para explicar, mas não justifica nada, pois uma presença feminina poderá ser de grande valia para completar a criação dos filhos, desde que a situação seja bem aceita por todos. Podem ser muitas as razões alegadas para fugir de um compromisso. Muitos podem ser os pretextos alegados. Mas, podem ser enfeixados em um único e real motivo, que é o medo de uma mudança de vida, medo do que poderá acontecer no futuro. Na realidade, o que se deve analisar é o entendimento, a afinidade existente entre ambos. Esse sem qualquer sombra de dúvida é o fator principal para que se possa pensar em uma vida em comum. É preciso “sentir” que a pessoa diante de nós poderá ser a companhia ideal. Claro que é impossível falar em certeza de que tudo dará certo, pois sempre o futuro é imponderável. Mas é preciso viver, é preciso saber principalmente, se além de uma atração física, existe aquela sensação de bem estar que se sente na companhia de quem se gosta, bem como se existe reciprocidade no sentimento. Entre pessoas que já tenham uma certa vivência, é importante haver uma certa amizade, e isso será meio caminho andado para que o amor dê certo, pois já existirá uma certa base para um bom entendimento, possibilitando que ambos encontrem a felicidade. O que realmente pode explicar essa insegurança, é mesmo aquela velha história do medo de assumir uma responsabilidade. O receio de não satisfazer a parceira da maneira que ele pensa que ela deseja. Enfim, o medo de viver um romance de amor. Medo do que poderá acontecer em sua vida. Medo de tentar a felicidade. Enfim, medo de viver. Coisa que podem ser resolvidas com um bom diálogo, convenhamos. A insegurança do homem maduro de que não conseguirá corresponder às expectativas de sua candidata a companheira. Nesse caso, o que os inseguros de plantão poderão fazer, é manter uma conversa franca e aberta, abrindo seu coração, expondo suas inseguranças, seus medos. Principalmente se já houver uma base de amizade. Aí o diálogo fica mais fácil. Mas, cadê coragem? Reconheço que é difícil, particularmente para um homem maduro, assumir suas fraquezas, sua tibieza. Então lhe é mais fácil a fuga. Desistir da oportunidade de uma vida diferente e feliz, apenas por medo de mudar. E continua em sua vida solitária, quando poderia ter a seu lado uma pessoa que o poderá fazer feliz. 3:43 PM Bocados Disse... quem és? 8:06 PM Anonymous Disse... Um amigo. 9:58 AM Bocados Disse... Tenho um amigo que escreve português com sotaque do Brasil? 2:44 PM Anonymous Disse... O Amor.
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sexta-feira, 22 de maio de 2009
Mudança, Transição, Progressão .
“Há pessoas que preferem morrer a mudar”
Estava estagnada, petrificada, não se vislumbravam saídas, ajudaste-me a a responsabilizar-me por mim, a descobrir o meu poder, a minha sabedoria interior, a minha força, mas sobretudo e parafraseando ajudaste me a remover os bloqueios e as barreiras que impunha a mim própria, e mostraste-me que sejam quais forem as circunstancias tenho que me amar, gostar de mim pelo que sou. Mostraste-me que os problemas e as diferenças existirão sempre mas que a grande diferença reside na forma como reagirei e os resolverei.
Não sabes nem tens noção do que fizeste.
Estou a falar de mudança e transição, de progressão interior e consequentemente no comportamento e no enriquecimento que me levou de ao que sinto agora. Disseste-me que queremos sempre que as pessoas, os estados, os políticos, o sistema mudem, mas nunca queremos ser nós a mudar. É verdade sim, reclamamos sempre, queremos sempre que tudo mude para que a nossa vida possa ser diferente. E fizeste-me perceber que essa mudança terá que partir de nós.
Que temos que saber o que valemos, que temos que nos amar, nos valorizar.
Percebi que o importante não é de facto a situação onde nos encontramos mas sim a direcção para a qual nos movemos e a forma como o fazemos, se reclamando porque os outros nada fazem ou se escolhemos a nossa progressão individual.
Como poderemos ser felizes e sentirmo-nos bem seja em que lugar do mundo for se não estamos bem connosco?
De que vale procurarmos no fim do mundo o nosso EU se ele está tão perto de nós?
Não te vale de nada ires para o fim do mundo á procura da mudança porque ela está dentro de ti. E ouço e sigo as tuas palavras, mas não te vejo a ouvires-te...
Disseste-me tanta coisa… Fizeste-me questionar-me…Fizeste-me amar-me…
E a mudança começou a operar-se em mim, a minha transição iniciou o seu curso e sinto-me a progredir de dia para dia. Esta jornada não acabou, vai ser lenta e progressiva, terei de reaprender tudo de novo, mas percebi através de ti que a felicidade está dentro de mim, nesse poder que me mostraste possuir e tinha sublimado.
E tu Alma de Pássaro?
Terás de te encontrar, aqui ou na cochichina só acontecerá quando gritares e te ouvires mesmo...
Um beijo com carinho para sempre incondicionalmente.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
ONDE porra vão buscar tanto "k" e tanto "x'x" no dicionário de lingua Portuguesa???
Tenho um novo “Amigo” ! Escreve poemas com a objectiva, por todo lado onde passa ou passou… Nem sei… esta coisa das amizades por cabos é uma coisa à qual nos vamos rendendo a pouco e pouco, até que um dia a resistência … puf! É como os euros foi-se! E ninguém sabe como nem para onde. Mas voltando ao meu Amigo só posso pensar que para me irritar e porque tem cara de inteligente.O meu “Amigo” talvez para ver se me tirava do sério não teve outra ocupação senão enviar-me a seguinte msg: “Xixa Inês , agora fiquei axustado…Aonde é ke porra eu tenho o meu numero de telelé publiko? Tu és do XIX? A CIA eu xei ke anda atráx de mim por kontestar a Petrobráx…” Bom! Fiquei atónita, respirei fundo e pensei : Que porra de msg é esta? Is this real? Estarei sonhando ou xonando? Talvez estivesse a xonar como quem diz que a dormir e a ter um pesadelo. E vai daí, pedi-lhe para aguardar pacientemente até eu pegar num dicionário, decifrar os arabescos e depois a seu tempo responder-lhe… E recebi uma nova resposta que vou partilhar xeguidamente como quem diz a seguir : “Amiga eu tenho um numero de telemóvel aqui em Portugal, um em moxambike, um em Africa do Xul, dois no Braxil… etc… etc… E depois tenho um ká de kaja…” Aqui é que troquei os olhos e fiquei estrábica , realizei que eu sou uma Santa quando me penitencio porque ponho os acentos ao contrário e que os meus colaboradores merecem um 20 sobre 20 quando dizem ANDERAM em vez de andaram… Agora deixando o meu “Amigo” para trás pois o objectivo dele foi conseguido e mais uma vez lhe tiro o chapéu, dizia eu continuando… ONDE porra vai esta gente buscar tanto “k” e tanto “X” no dicionário de língua Portuguesa essa é que eu ainda não percebi… Já não chegava a minha mala ter que ter as minhas coisas, com metade delas que quase nunca uso, mais as coisas da minha filha, mais as do meu filho, mais o carimbo do escritório, mais bolsas e bolsinhas que supostamente serviriam para ter tudo arrumadinho, mas só servem para fazer volume , mais os 3 telemóveis e o molho de chaves que pesa tanto quanto a mala, ainda estou seriamente a pensar meter lá dentro um dicionário de arabescos que me decifre cada msg que cada vez mais recebo e metade delas levo cinco minutos a perceber… Uf… fiquei cansada! E não xei xe vou konxeguir enkontrar o dixionário no meio de tanta tralha … Inês de novo por cá... Um dia destes tentarei soletrar de vermelho neste fundo preto a que me sabe o suave e molhado toque de um morango fresco acabado de ser colhido, quando este docemente se aninha na minha boca, mesmo sabendo que vai ser deglutido... Até lá...
domingo, 12 de abril de 2009
Viver com simplicidade!!!
"Anos, muitos anos, em que cada vez que estamos saturados, no limite das nossas forças, juramos a nós próprios que vamos mudar… Onde já ouvi isto?, quantas vezes e a quantas gentes já ouvi dizer : Vou mudar este estado de coisa, preciso de viver um dia de cada vez… Será que se referiam a Viver com simplicidade ?…Penso que não era bem a isso que se referiam... Até penso que sei... mas agora não é esse o tema...è muito mais profundo que essas "profundezas" a que se referem quando falam em viver um dia de cada vez..E já não sei ao ritmo a que isto anda, quem mais pensa assim se eles ou se elas os batem aos pontos nesta coisa de viver um dia de cada vez. mas eu Quero: Viver com simplicidade. A tua pessoa mede-se não pelas tuas intenções, mas sim pelos teus actos…Acho que é isto que as nossas avós sempre nos ensinaram… Quantos sábios, quantos pensadores o disseram, o escreveram, o afirmam a todo o momento? Grande treta esta coisa das boas intenções, espero desde me conheço, ver alguém que cumpra. Que me mostre. Não pelas intenções, sim pelas atitudes. Blá, blá, blá… Mas depois de cada vez volto a ser igual a mim própria. Stress, muito stress, antecipado umas vezes, legitimo de outras. E corro, corro muito, vivo intensamente cada momento, com Alma, não sei fazer de outra maneira. Tenho a mania e o proveito de ser genuína, verdadeira até ao limite. E embrenho-me, e dedico-me , e vivo na responsabilidade e por ela. E passo ao lado… Da vida…, dos cheiros…, da escrita…, da música… Das coisas que mais amo, do que mais prazer me dá…Será que passo? Será que apenas me flagelo porque sou demasiado exigente comigo ? apenas? Insaciável! Talvez apenas seja insaciável. Talvez simplesmente. E é aqui, quando penso assim que sossego, que me perdoo, e perdoo aqueles para com quem também sou demasiado exigente. E sossego, descanso na merecida paz da contemplação das coisas simples, que afinal talvez viva na mesma, porque afinal estou consciente do que não vivo, não será este estado de consciência já uma forma de viver com simplicidade? Estou lá perto, acho que estou, porque reparo, porque me questiono, porque me exijo. Viver com simplicidade! Quero isso! Quero fazer por isso! Quero educar-me para isso! Mas não quero ser parasita, inconsequente, irresponsável, dependente. Já sei porque nunca atingi esta meta… Ainda. Já sei… Simplesmente, porque não soube até agora ver a diferença… A simples diferença de que simplicidade não é sinónimo de irresponsabilidade, ou de dependência, mas sim de auto-suficiência, mesmo dentro do sistema separá-lo, vê-lo, ter consciência e aceitar a diferença: Eu vivo simplesmente…dentro ou fora sou eu, a escolha é minha, vivo plenamente aproveitando cada som, cada cheiro, cada momento sem que tenha que seguir regras rígidas de conduta, mas vivo, mas sinto, e não me sinto de “fora” ou à margem . Acho que desde que me conheço que procuro integrar-me, seguir as regras não concordando com elas. Conflito! Sim entro em conflito. Tal computador que sobrecarregado de informação, de vez em quando “apaga”. Conflito…Gerem-se mal os conflitos. Mesmo os mais calmos, os mais disciplinados, os mais controlados, gerem mal os conflitos. Geri mal a simplicidade. Quero viver com simplicidade, um dia de cada vez, sem demasiadas interrogações ou flagelações. Sou uma pessoa de metas e de objectivos…Porque não este? O mais simples de todos. Começa aí a simplicidade. Deixar que aconteça, não questionar, não exigir, mas saber que apenas se trata de uma escolha e nunca a perder de vista ou condenar-me por isso. Simplicidade começa na ausência de conflito. Depois…devagar …logo se vê… Nunca é tarde …Vou tentar...." Foi esta a última conversa que tive com a Inês, já tinha saudades dos nosso amenos e sentidos monólogos. A minha amiga Inês tem muito boas intenções, resta saber se ela passa aos actos...
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Contenção de despesas
2009-02-13
Véspera do dia dos Namorados.
Hoje não escarifiquei o jardim ( ver texto abaixo Escarificar), mas cortei a relva…
Quase 1.000m2 de relva… MIL METROS QUADRADOS de relva… Flores para cortar, braças de arvores etc…Tenho as mãos cheias de foles, que a continuar assim se vão transformar em calos… Como o macaco, o macaco tem calo no c…. porque anda em cima dele. Eu por este andar vou ficar com calos nas mãos porque não tenho quem me corte a relva e outros eteceteras…
O País está em recessão, as empresas a fechar, os empresários a ficar sem casas porque entretanto foram penhoradas etc…
TRABALHO, é necessário muito trabalho, contenção de despesas e remar todos para o mesmo lado, para que este barco gigantesco não se afunde… Dizem eles. Eles são os responsáveis por estarmos todos a passar por isto. Os Senhores do dinheiro que em tempos nos acenaram com todas as facilidades e mais alguma, e nos incentivaram ao consumo, usando de todas as artimanhas publicitárias e mais um par de botas…
Botas! Por acaso gosto bastante de botas. Não sou muito consumista, mas botas até gosto, porque me protegem do frio e escondem as minhas pernas demasiadamente musculadas.
Mas voltando à crise que todos vivemos, à falta de dinheiro, que leva à necessidade de trabalhar, calcei umas botas arregacei as mangas e não coloquei umas botas nas mãos , mas sim umas luvas , e comecei a trabalhar.
Não é que não goste de trabalho físico, mas por acaso até tinha outras coisas para fazer que ninguém faz por mim, a saber como pagar os ordenados daqui a dias…
Porque isso ninguém faz por mim, mas a relva alguém podia cortar.
Só que… trabalhar faz calos e a recessão é só para quem tem que pagar ordenados…
Ou talvez não, mas trabalhar continua a fazer calos e remar só no verão porque no Inverno este demasiado frio para pegarmos no barco e levá-lo a bom porto.
Por isso, para além de escarificar o meu jardim, vou também cortando a relva e outras coisas mais a ver se dou uma ajudinha para que o País não fique “tapado” e perca as vistas.
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