domingo, 12 de abril de 2009
Viver com simplicidade!!!
"Anos, muitos anos, em que cada vez que estamos saturados, no limite das nossas forças, juramos a nós próprios que vamos mudar… Onde já ouvi isto?, quantas vezes e a quantas gentes já ouvi dizer : Vou mudar este estado de coisa, preciso de viver um dia de cada vez… Será que se referiam a Viver com simplicidade ?…Penso que não era bem a isso que se referiam... Até penso que sei... mas agora não é esse o tema...è muito mais profundo que essas "profundezas" a que se referem quando falam em viver um dia de cada vez..E já não sei ao ritmo a que isto anda, quem mais pensa assim se eles ou se elas os batem aos pontos nesta coisa de viver um dia de cada vez. mas eu Quero: Viver com simplicidade. A tua pessoa mede-se não pelas tuas intenções, mas sim pelos teus actos…Acho que é isto que as nossas avós sempre nos ensinaram… Quantos sábios, quantos pensadores o disseram, o escreveram, o afirmam a todo o momento? Grande treta esta coisa das boas intenções, espero desde me conheço, ver alguém que cumpra. Que me mostre. Não pelas intenções, sim pelas atitudes. Blá, blá, blá… Mas depois de cada vez volto a ser igual a mim própria. Stress, muito stress, antecipado umas vezes, legitimo de outras. E corro, corro muito, vivo intensamente cada momento, com Alma, não sei fazer de outra maneira. Tenho a mania e o proveito de ser genuína, verdadeira até ao limite. E embrenho-me, e dedico-me , e vivo na responsabilidade e por ela. E passo ao lado… Da vida…, dos cheiros…, da escrita…, da música… Das coisas que mais amo, do que mais prazer me dá…Será que passo? Será que apenas me flagelo porque sou demasiado exigente comigo ? apenas? Insaciável! Talvez apenas seja insaciável. Talvez simplesmente. E é aqui, quando penso assim que sossego, que me perdoo, e perdoo aqueles para com quem também sou demasiado exigente. E sossego, descanso na merecida paz da contemplação das coisas simples, que afinal talvez viva na mesma, porque afinal estou consciente do que não vivo, não será este estado de consciência já uma forma de viver com simplicidade? Estou lá perto, acho que estou, porque reparo, porque me questiono, porque me exijo. Viver com simplicidade! Quero isso! Quero fazer por isso! Quero educar-me para isso! Mas não quero ser parasita, inconsequente, irresponsável, dependente. Já sei porque nunca atingi esta meta… Ainda. Já sei… Simplesmente, porque não soube até agora ver a diferença… A simples diferença de que simplicidade não é sinónimo de irresponsabilidade, ou de dependência, mas sim de auto-suficiência, mesmo dentro do sistema separá-lo, vê-lo, ter consciência e aceitar a diferença: Eu vivo simplesmente…dentro ou fora sou eu, a escolha é minha, vivo plenamente aproveitando cada som, cada cheiro, cada momento sem que tenha que seguir regras rígidas de conduta, mas vivo, mas sinto, e não me sinto de “fora” ou à margem . Acho que desde que me conheço que procuro integrar-me, seguir as regras não concordando com elas. Conflito! Sim entro em conflito. Tal computador que sobrecarregado de informação, de vez em quando “apaga”. Conflito…Gerem-se mal os conflitos. Mesmo os mais calmos, os mais disciplinados, os mais controlados, gerem mal os conflitos. Geri mal a simplicidade. Quero viver com simplicidade, um dia de cada vez, sem demasiadas interrogações ou flagelações. Sou uma pessoa de metas e de objectivos…Porque não este? O mais simples de todos. Começa aí a simplicidade. Deixar que aconteça, não questionar, não exigir, mas saber que apenas se trata de uma escolha e nunca a perder de vista ou condenar-me por isso. Simplicidade começa na ausência de conflito. Depois…devagar …logo se vê… Nunca é tarde …Vou tentar...." Foi esta a última conversa que tive com a Inês, já tinha saudades dos nosso amenos e sentidos monólogos. A minha amiga Inês tem muito boas intenções, resta saber se ela passa aos actos...
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