quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Incógnita
No outro dia estive com a minha amiga Luana, estava em baixo a Inês, estava atónita e desencantada:
- Porra Inês! Nada nos é dado de mão beijada? Tem que ser tudo tão dificil?
- Porque me havia eu de me ter apaixonado por uma pessoa que não é livre? Que não sabe quando vai ser livre? E pior ainda que me diz para esperar sem data marcada? Será que não mereço ser feliz? Afinal eu posso sofrer que não faz mal? Aguento e pronto?
Olhei para a Luana e sorri:
- Querida porque foste tu acreditar que os sonhos se tornam realidade? Com a idade que tens ainda não aprendeste que um grande amor é só nos filmes?
- E tu Inês? Eu não acredito que não sonhes com um grande amor?
- Eu não disse que não sonhava Luana. Sonhar sonho, só que só sonho e só no subconsciente... muito lá para trás que é para não me magoar.
- Vou-te dar um conselho Luana: Trabalha, trabalha, trabalha de noite e de dia, vais ver que a trabalhar só te dói os pés e o corpo, chegas á noite tão cansada que antes de te deitares já dormes, enquanto que a sonhares pelo grande amor dói-te a alma, a cabeça, o coração e mais uma data de orgãos, sobretudo porque deixas de dormir e assim não há quem aguente muito tempo!
Abrimos uma cerveja e fumamos um cigarro à varanda da minha casa, dei-lhe um beijo e disse-lhe:
- Perdoa-me Amiga de às vezes ser tão dura contigo.
- Não és dura Inês, és realista.
- Pois... A puta da realidade...
E cai de novo em mim. Voltei à realidade para não me deixar magoar...
Ao trabalho.
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