Quando me ler vai perceber que esta pequena missiva lhe é destinada, tem apenas como intuito fazê-la sorrir.
Fui conforme combinado ter com a sua Amiga para dispor dos seus préstimos. Tinha como sabe necessidade de algumas informações que se limitavam tão somente ao fornecimento de alguns contactos telefónicos para a minha pesquisa.
Foi hilariante Amiga!
Telefonei e marquei com o Seu contacto, esperei por ela, curiosamente num sitio absolutamente maravilhoso. Há muitos anos que não visitava aquela zona e teve algumas alterações cujo resultado é fantástico. Era noite e o cais velho estava iluminado, o mar rugia quase silencioso, mas rugia, porque o mar mesmo quando calmo continua a impôr-se a todo e qualquer ruído.
As esplanadas estavam semi cheias, semi vazias, isto é estavam delciosamente preenchidas, no ponto certo.
Ouvia-se um qualquer músico de rua a tocar piano, tocava bem, ou melhor, copiava bem. Não sei se era da minha disposição mas ele parecia tocar piano.
Sentei-me num banco à beira mar, vestia o meu vestido de lã preto, meias pretas e botinhas pretas pelo tornozelo, como sempre não faltava o meu chapéu preto. Claro que já era noite e a humidade da noite já se fazia sentir. Como não podia deixar de ser , perante tal figura diferenciada dos comuns ( não esqueçamos que os "bifes" andam quase nus) alguém veio ter comigo, justificando-se com uma conversa qualquer que já esqueci, e já nem me lembro do rosto apenas sei que o elogio foi para o meu chapéu.Estava feliz. A paisagem intensamente tranquila, enchia-me o peito de coisas boas. Naquele momento gostava de ter todas as pessoas ( que se contam quase por uma mão) ao meu lado, usufruindo daquele momento comigo. E sorri ao pensar em todos. A partilha é das melhores ofertas que podemos dar aos que amamos.
Chegou a sua Amiga e o meu devaneio terminou. De volta à realidade então.
Como deve imaginar não percebi metade do que ela dizia, está cada vez mais baralhada a Senhora, mas lá fui com ela de carro rumo não sei onde, pois o discurso era muito variado, saltitante e confuso, eu ia dizendo que sim, acenava com a cabeça e deixava-me levar, até porque o meu objectivo eram ou contactos telefónicos ou quem sabe alguma informação.
De facto fui percebendo que a Sra foi esquecendo o que me levava ali, e a determinada altura estávamos num espaço comercial que lhe pertence onde ela durante quase uma hora, me tentou tornar revendedora de um produto em sistema multi-nivél.
Nada a opor, acabei por me divertir depois quando voltei a pensar no assunto. Ria-se também agora, apenas isso. Foi divertido.
Fui salva pelo gongue , senão ainda lá estaria agora, quando pedi a um Amigo que me voltasse a ligar, dizendo que estava a chegar, claro que o meu Amigo naquele momento deve-me ter achado com algum problema de sanidade mental, mas como bom Amigo que é fez o que lhe pedi. Assim fui salva.
Ao sair pedi :
Importa-se de me dar então o contacto ?
Qual contacto?
Ah sim pois , vejo já, hei-de ter aqui alguma coisa, não sei é o nome da pessoa…
Querida Amiga, divirta-se, por estes lados está tudo na mesma como vê…
Um sorriso para si.
Um sorriso para mim quando lembro os dias que passamos juntos há pouco tempo.
Fantástico!
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