quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Enamoramento/Sedução/Partilha/Existes?
Partilha! Luna procurava partilha há muito, mas mesmo muito tempo. Era fácil conhecer pessoas bonitas por fora e até interessantes. No entanto continuava a afastá-las ou a relacionar-se sem se entregar, reservando-se, e controlando os seus sentimentos. Sabia que entregando-se a queda iria ser demasiado grande e não tinha querido até ali pagar esse preço. Já lhe tinha acontecido dar sem receber e sofrera demais, não voltaria a acontecer. Era uma pessoa com um coração do tamanho do mundo, dava, dava, dava, atenção, carinho, partilha, entrega, familia, bens materiais sem olhar a custos..., mas o retorno não acontecia. Não queria bens materiais nem superfluos, não precisava. Apenas queria carinho, atenção, mimo, enfim tão simplesmente partilha. Partilha! Palavra bonita. Amar sem condições um amor, uma mulher, um homem, um amigo, uma amiga. Quando conhecemos alguém que reune todas essas caracteristicas, devemos acreditar e reconhecer o sinal que a vida nos enviou. Seduzir é bonito, a fase do enamoramento é linda, uma entrega constante, que não dói e só nos enche o peito de sentimentos bons. Precisava de ser acarinhada diariamente, regada como quem rega uma planta. Não queria mais deixar de acreditar que há gente boa, gente fiel aos seus principios, gente que sabe partilhar. Era exigente, mas tinha tanto para dar. Era boa ouvinte e a humildade era o seu primeiro mandamento era aprender para crescer e só com humildade o conseguiria. Não se evidenciava, não precisava. Mas não a substimassem nunca! Soltava os cães. Cortava radicalmente em silêncio, sem se aperceberem, sem deixar rastos. Perdoava , mas não esquecia. Apesar de ser humilde sabia o que valia e o que tinha cosntruído, tinha orgulho de ser o que era. Uma guerreira. Bem sucedida. Mas sózinha. Sempre sózinha. Mais vale só que mal acompanhada. Detestava o desdém, nunca desdenhara de ningúem, nunca o faria, e estava fora de questão ser ridicularizada ou desvalorizada fosse por quem fosse. Principios ! Era o que a movia : principios! A maldade fortuita e gratuita não fazia parte do seu comportamento. Magoar não é necessário, não é assim que crescemos, ou que somos reconhecidos. Dava tudo a quem a merecesse, a quem a estimasse, a quem a mimasse porque dar não dói e é tão fácil. Tão gratificante. E não é preciso muito.
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