Estou é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem gosto e depois saber que vamos "apenas" dormir abraçados, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega." Esta é uma citação que transformei para a 1ª pessoa e tenho vindo a desenvolver –
Esta coisa de que andamos aqui todos a provar alguma coisa , não dá com nada. E o Amor? E o carinho? E a tradição?E um rosto corado após um piropo?E a sinceridade? E a autenticidade? E uma relação sem desconfiança? E sem truques? Pois! Mas deve de existir ... Há que não perder a esperança.
Sou uma Mulher linda dizem alguns, interessante dizem outros, sensivel, credivel, lutadora, empreendedora, inteligente, com humor blá, blá, blá. Conversa de engate, hoje cada vez mais desprovida de conteudo, soa a falso e a oco.
Faço parte de uma geração de divorciados, solteiros ou mal casados, que perderam o encantamento, o desejo de seduzir, de acarinhar, de acreditar. O objectivo é quase sempre apenas um : sexo pelo sexo, simplesmente porque de parte a parte homens e mulheres se usam e abusam. No fim de tudo resta uma mão cheia de nada, uma cheia de palavras ocas e de solidão.
Uma geração que classifico como “atrofiada” dividiva entre a liberdade de ser e a de parecer. Uma geração que vive constantes conflitos de valores de um passado ainda presente, não vive o presente, porque não se liberta do passado, e quer desesperadamente viver o futuro sem valorizar o momento presente. Anda incansavelmente á procura de um EU individual , “atrofia” a todo o momento. O medo de ser invadido na liberdade de Ser, cega esta geração de frustrados e impede-os de encontrar a verdadeira felicidade.
A nossa geração de divorciados, solteiros e mal casados deixou de acreditar em sentimentos genuinos , não ama sem ponderar, não se dá e não recebe porque para chegar ao estádio do amor genuino teria de despir-se de defesas.
O Amor sofre do estigma dos nossos dias, não se pode mostrar que amamos, muito menos que poderemos vir a amar aquela ou aquele, não se pode amar e ainda muito menos assumi-lo, ou dizê-lo sem receios. O amor tem uma conotação pejorativa. Como se fosse uma doença, um mal maior. Ninguém Ama hoje em dia. Ninguém quer Amar. Toda a gente acha demodé assumir que ama ou que quer ser Amado. Não entendo porque não se Ama hoje sem condição, sem medida e sem medo.
Não compreendo porque não se pode sonhar, ter um Amor como nos filmes. Uma paixão avassaladora daquelas que num encontro de olhares ambos sabemos que somos um só. Ambos sabemos apenas num olhar que se não tentarmos nos vamos arrepender, que nada temos a perder, que medo é o frio que habita a Alma e na Alma cabe tudo. Até a desilusão, mas que a desilusão vale a pena, porque antes dela foi a ilusão, o voo das gaivotas, o brilho do céu, o cantico dos passaros, e só por isso vale a pena tentarmos, porque se não tentarmos... Nunca saberemos.
Amar é sofrer também. Sim! E depois? Ama-se sim! Tantas vezes quantas o Amor se nos apresentar á frente, e não se deve renegá-lo, desperdiçá-lo.
Quero Amar sim! Quero acreditar que existe um Amor imenso, tão imenso quanto me sinto cada vez que escrevo sobre ele, cada vez que sonho que algures ele existe para mim, de cada vez que acredito que para cada Ser humano existe alguém de especial, que esse alguém existe também e me sente.
Quero Amar sim! Sem medos, receios estupidos estériotipados, criados por uma sociedade consumista que nos ensina que o nosso espaço não é para ser dividido. Medo ridiculo criado por uma sociedade supostamente intelectual que rebaixa um sentimento tão nobre e corajoso e eleva ao mais alto nivel, sentimentos como o desamor, a solidão, o egoismo.
Os homens deixam o tampo da sanita constantemente levantado e as mulheres teimam em baixá-lo e nesta desconversa estúpida e inutil, reina a imbecilidade/infertilidade, o resultado vai ser tão simples e previsivél : Ambos vão envelhecer sózinhos mas no mesmo Lar de Idosos. Pior ainda é que durante as suas voluveis vidas, procuraram silenciosamente e em segredo um Grande Amor e nunca o souberam admitir, não se deram, não acreditaram... Porque afinal é demodé sonhar com o Amor ou já passou da idade.
Porque li algures que :
" Amor é a incrivel vontade que une a mais estranha das vontades : a minha e a tua"...
E é porque nunca mais me vou esquecer desta frase que :
Quero sonhar e admito que sou demodé. Quero deixar a tampa da sanita rebaixada, ou levantada, tanto me faz, por mim até se pode tirar a tampa à sanita.
Admito sem medo, sem vergonha, ou receio, sonho que o Amor brevemente, muito brevemente, vai aparecer... do nada, sem eu esperar, sem me avisar, como nos meus sonhos demodés, vai chegar de pianinho, em silêncio, vai bater á minha porta e eu vou recebê-lo de braços abertos, vou pular no seu pescoço, vou enchê-lo de beijos, vou sufocá-lo de carinhos...vou...
Onde estás Amor?
E eu Amor viverei eternamente à tua procura sem te encontrar porque tu não existes?
Escreverei sobre ti Amor. Amor, palavra tão pequena e tão grande, tão cheia de conteudo, com ele se move o Mundo. Sim sobre o Amor eu vou continuar a escrever... e a sonhar porque do sonho nasce a obra.
Ao trabalho porque tenho um livro para escrever, sobre :
O Amor com que sonhei! "
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