Se há coincidências?
Francamente, francamente?
Acho que depende do interesse de cada um…Se a coisa correr no sentido das nossas vontades , creio que as coincidências existem, se assim não for deixam de ser coincidências e os acontecimentos são destrutivamente chamados de “azar”.
Estou a divagar, na verdade toda esta lenga lenga, leva-nos a um feliz acontecimento. Hoje foi dia de presentear a nossa amizade com um valente repasto regado de um tinto merecedor dos meus e dos teus lábios.
E esta Amiga? O vinho mereceu ou não mereceu ser provado por tão formosos lábios? Eu acho que não só ele mereceu como esteve à altura.
Aliás tudo esteve à altura . Até o tamanho da coincidência …Se sofresse de vertigens, terias de me apanhar antes de cair. Mas não caí. Nem cairia. Tudo tem o seu tempo certo.Não lhe chamarei surpresa pois sabia para onde ia e como tal, sabia que a coincidência não o era tal como a surpresa.
Mas as Amigas não são só para as ocasiões e vai daí, contei-te uma surpresa que foi deixando de ser á medida do teu conhecimento de causa, foi linda ou não foi a coincidência provocada pela surpresa que apenas eu conhecia?
Eu sei… foi majestosa, obrigada Amiga por me teres brindado com aquele momento. Contei-te porque merecias gozar o momento comigo.
Para mim foi um deleite, mas partilhei contigo porque é isso que as/os Amigas/os fazem. Mais á frente contarei a história que hoje te deixou boquiaberta. Penso que não tanto pela história que infelizmente é vulgar em alguns, mas sim pela coincidência que te surpreendeu.
Porque não agora?
Porque essa é outra história… esta foi uma delicia. Só tu e eu sabemos o quanto as coincidências nos podem surpreender.
A língua Portuguesa é uma delicia, e eu sou uma eterna apaixonada deste pano para mangas que só ela é capaz de nos ofertar.
Lindo poder escrever assim, a partir de uma história conhecida só de alguns, curiosamente poder ser lida nas entrelinhas e ainda assim ter…
Nexo!
Só é possível com a Língua de Camões , cujo acordo discordo e teimo em não cumprir.
Estava aqui a pensar naquela frase que usaste ao almoço:
"A carne é fraca, mas o molho é muito bom..."
e naquela :
" Afinal os cornos não existem, são coisas que te andam a meter na cabeça"
E confesso que ri a bandeiras despregadas de novo ou relembrar as frases, que são uma delicia, sobretudo porque afinal Amiga o problema que a carne tem é provocado por um tipo de cabeça cujo molho é muito, mas muito fraco e depois ...
a cabeça não funciona, nem com cornos nem sem cornos!
2 comentários:
Eu sei, tu sabes, nós sabemos... E como a amizade é uma forma de amor (fiel, entenda-se!) Para ti, amiga querida...
"Soneto da fidelidade"
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, com tal zelo e sempre tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encanto mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei-de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quem sabe mais tarde me procure
Quem sabe a morte angustia de quem vive
Quem sabe a solidão fim de quem ama
Eu possa dizer do amor que tive
Que não seja imortal, posto que é chama
MAS QUE SEJA INFINITO ENQUANTO DURE.
Vinícius de Moraes
Estoril, 1936
É sublime Amiga.Estava agora a ler partes deste blogue... e tens razão...
Quanta ambiguidade.
A fronteira entre a realidade e a ficção é quase inexistente e isso faz de mim a solidão em pessoa em resultado de ser o que não sou.
Se me perguntares porquê?
Respondo:
Porque tenho uma imaginação fértil, ou porque há duas coisas que creio ter sabido fazer bem algures durante a vida...
Uma foi ser mãe
A outra relatar a minha criatividade e os meus sonhos mais recondidos.
Não estou aqui a analisar a qualidade da escrita ou da pontuação, mas sim a concluir aquilo que fiz sempre com muita Alma. Um beijo doce
Eu
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