segunda-feira, 29 de junho de 2009

Fuck!

Déjá vu! Fuck! A loura quando vê uma banana diz: - Fuck vou cair outra vez! Pois ela tem desculpa porque é loura. E tu tens desculpa porquê?

Falta de Tempo ?

Falta de tempo?…Hoje em dia com a facilidade de comunicação que chega ao exagero de cada pessoa ter dois ou três telemóveis, é no mínimo insólito e desconcertante. Até para Inês cujo sentido de humor está além de qualquer mortal, é triste e tenebroso demais para pegar numa ponta solta e fazer daí um boneco animado. Seria uma caricatura bem feita se não fosse demasiado irreal. E entristeceu. Entristeceu porque não entendeu, ou talvez tenha entendido bem demais. Que porra ! - pensou. Pûs outra vez a pata na poça! O Ser humano de hoje corre, corre numa lufa, lufa incessante orientado numa única direcção, esquecendo que em seu redor existem pessoas e coisas, pequenas coisas, e depara-se na maioria das vezes tarde demais que afinal correu em círculos e as pegadas que deixou para trás não foram mais do que isso, apenas pegadas cravadas no asfalto. Ninguém as viu, ninguém valorizou o esforço feito . E os custos ? Esses são enormes. E queixam-se, queixam-se constantemente de que o tempo não dá tempo para ficar atento aos pormenores. Depois há os que esquecem os filhos dentro dos carros dias inteiros. Não sei se tenha pena dos filhos a quem foi tirada a vida devido à falta de tempo, se tenha pena das vitimas destes tempos cujos filhos partem antes deles, contrariando assim a lógica da vida. Não tenho grandiosidade suficiente para entender porque nos falta tempo para os que amamos. Apenas sei o que sinto, e sinto que o tempo me tem roubado pequenos momentos que fazem os grandes seres. E estou atenta. Esforço-me muito para estar atenta à falta de tempo. Tenho sempre um tempo para quem amo, com muito esforço é verdade. Mas tenho. Há Seres que nasceram para viverem sozinhos, penso eu. Talvez Inês seja uma delas. No entanto essa lógica de pensamento contraria também a lógica da vida. O Criador tirou uma costela a Adão e daí nasceu Eva para lhe fazer companhia. Mas também há Evas que dispensam o Adão porque mais vale só do que mal acompanhadas. Essas são as Evas dos tempos modernos, as que caçam sozinhas para comer e alimentar as suas crias. Mas não é dessas Evas que falo. Falo das que apesar da enorme necessidade de partilharem com o Adão, escolhem a solidão. Não porque a desejem para si. Não porque não tenham de que partilhar. Essas têm, e muito, mas mesmo muito, têm tanto para partilhar que os Adãos deste mundo se assustam com tanta bagagem e deixam-na pelo caminho, não vá o diabo tecê-las e terem um trabalhão para abrir tanta bagagem. Mas há também as outras Evas, as raras, as que são fruto do nosso século, as que absorvem todo o ar que respiram, se alimentam de átomos e se desfazem em pequenas partículas, e nessa incessante reciclagem tornam-se exigentes demasiado exigentes talvez… E a solidão acontece. Hoje Inês não rectificou erros, não pôs nem tirou virgulas e pontos fora de sitio, porque hoje Inês está no sitio errado à hora errada. Mesmo querendo acreditar que tudo se constrói, que a pressa é inimiga da perfeição, há imperfeições que nos são mostradas a olho nu e logo à partida, mesmo assim a nossa tendência é para as aceitarmos, levá-las connosco, e depois nos queixarmos que afinal , voltou tudo acontecer de novo. Pois é enquanto não aprendemos com os erros eles são-nos apresentados vezes sem conta até que saibamos como não voltar a cometê-los…

domingo, 28 de junho de 2009

A subtileza da destruição.

"Destruímos sempre aquilo que mais amamos - em campo aberto ou numa emboscada - alguns com a leveza do carinho outros com a dureza das palavras - Os cobardes destroem com um beijo os valentes destroem com a espada." O.Wilde. Com todo o respeito GOSTO, sempre gostei, mas... será que há algo de valente na destruição ? Mesmo assim o meu pensamento perde-se nesta ambiguidade...

Sei o que Quero!

A independência começa na nossa cabeça, na forma como encaramos a nossa vida, a nossa carreira, as decisões que tomamos, o respeito que temos por nós e por aqueles que amamos.

Particulas

" Aqueles que passam por nós não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós." 27.06.2009

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Risco?

E agora o que faço com isto?... Vou-me magoar! E arrisco? Que estupidez... Mas afinal qual foi o parafuso avariado que Deus colocou na mulher numa noite de bebedeira? Só podia estar com uma carrossa do tamanho do universo... Eu não percebo porque Ele usou a costela do outro mas ela nem sempre encaixa...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Amor com Alma? Alma com Amor? Outra dimensão.

"O dificil não será fazer-te o amor, mas sim ficar-te com um pedaço de alma."
retirado de : www.boca-dos-.blogspot.com

Discordo porque só depois de te ficar com um pedaço de Alma te poderei fazer o Amor...enquanto isso não acontecer, não é Amor é outra coisa qualquer cuja entrega é incompleta. Amor ... só na totalidade. Alma primeiro, depois simbiose.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Mi pregador de cabello -

Cansada, cansadíssima, a necessitar de um fim de semana longe, sem stress, sem telemóvel, sem nada… - O exílio! Onde é o exílio ? pensara Inês Ligou a Luana . - Olá miúda, como é vamos sair daqui para fora? Uns dias dois ou três logo se vê. Luana sugerira Paris. - Paris sim a cidade Luz, a minha cidade, a minha alma, a minha adolescência, as minhas travessuras de criança, os meus pecados de adolescente, o sonho, a paixão eterna e única de cada vez e nunca a última, enfim Paris a minha terra. Teria de ser Inês a marcar a viagem. Tarefa difícil tinha mil coisas para tratar. Para poder sair da empresa uns dias tinha que se triplicar para deixar tudo delineado. Precisava de sair dali. Não porque não estivesse ali bem, mas porque se estava a aproximar o fim de semana, talvez o único que nos últimos tempos não havia trabalho. Fim de semana de 14 de Junho . Não ficaria certamente inerte e sozinha nesse fim de semana. Não nesse ! Estava decidido iriam para Paris. Passariam dois dias sem que Inês se lembrasse de marcar o voo para as duas. Sexta feira 13 de Junho, telefone… -Olá Inês como é ? Viagem tudo marcado? - Viagem? Que viagem? Meu Deus a viagem para Paris.! Esquecera que não a podia marcar por telepatia. Que chatice! Ainda não inventaram um PC que se oriente sozinho depois de lhe dizermos o que desejamos fazer no fim de semana tal e com quem. -Esqueci Luana! Não tive tempo. Luana não queria acreditar. Os palavrões eram aos milhões e Inês reduzira-se à sua insignificância naquele emaranhado de desabafos mal expressos. -És sempre a mesma coisa Inês, não se pode contar contigo, na tua cabeça só o trabalho ocupa lugar…blá, blá, blá… Luana tinha razão. Depois da tempestade vem sempre a bonança e as duas amigas acabariam por combinar seguir para Norte já que o País todo estava no sul. Fim de semana de 14 de Junho ! Rumo ao Norte. O som estridente de uma mensagem quisera-lhe arrancar os tímpanos, lera : -Olá Inês, estou a passar o fim de semana em Paris… Saudades de Paris? Era Marta, conheceram-se um ano antes, iria fazer um ano a 14 de Junho 2008 que se haviam conhecido, duas Almas parecidas, ambíguas, nada as resumiriam melhor do que O.Montenegro – Metade - Mas não não iria para Paris, com pena , mas não iria. E pensara o quanto o destino com frequência nos joga partidas. Queria muito naquele momento estar em Paris, juntar-se a uma Amiga que não via há um ano, mas que acreditava conhecer como a palma da sua mão. Ou talvez o destino nos apresente obstáculos para que os possamos vencer. Ou quem sabe o destino não quer simplesmente saber, e nós temos é que não ser distraídos quando queremos ir para Paris. E quando o universo inteiro se move para que não se encontrem duas Almas, não vale a pena ser-se obstinado e remar contra a maré. Não remaria para Paris. Tinha lido algures que as situações nos são apresentadas vezes sem conta até que aprendamos com elas… iria progredir, esquecendo a Marta, Paris, e o ano anterior. Passaria mais um ano talvez ou uma eternidade. Que fosse, não estava escrito. Iria para Norte, não ficaria no centro, não iria para o sul nem para Paris , mas sim para norte. Três horas de viagem, calor intenso. Telefone a tocar sem parar. Carro de mulher com tudo a que tem direito : a desarrumação, as revistas pelo chão, a roupa fora do saco porque pelo caminho se troca de roupa as vezes que o capricho o exigir, a fruta fora do saco e não esquecer sobretudo : as garrafas de água, muita água… sim porque uma mulher tem que beber muita água para o abate das teimosas calorias a mais, quanto mais duas mulheres decididas a não engordar nem um grama. Chegariam já pela tarde fora. Retirar da bagagem, beijos à família, apresentações aos mais velhos, respostas às perguntas do costume, cujas respostas são sempre as mesmas, tão fácil quanto seguir a regra do… a quem muito quer saber nada se lhe diz… Noite, é noite e hoje são 13 de Junho, amanhã são 14, pensara Inês, deveria estar em Paris… pois mas não estou… e mesmo que estivesse ainda assim não quer dizer que estivesse melhor do que aqui. Aqui no Norte, onde tudo é verde, simplesmente verde, onde se trocam o Vês pelos Bês e é lindo de morrer, não é ridículo, não soa mal, é assim, simplesmente “berde”. Mas não vou ficar aqui, pode ser que a Marta me telefone amanhã dia 14 e me conte como está Paris. Queria que a noite passasse depressa, a correr, não dar conta da eternidade da noite. Vigo! Vamos a Vigo! Era isso, adorava Vigo, tinha boas recordações de Vigo. Isso, destino a Vigo . Dolce Vita 14 de Junho, noite de Vigo, gente bonita, gente feia, enfim de tudo, para que não falte nada e para todos os gostos. Queriam apenas divertir-se, uma noite de alegria e boa disposição, merecida, porque o trabalho não lhes dava tréguas, era merecida a noite. Boa musica, sim ouvindo agora com mais atenção, boa música. O corpo pedia-lhe que se mexesse, as pernas começavam a dar de si. Mas estava cansada, passara a noite anterior de pé, dançando. Duas noites seguidas era dose de cavalo mesmo para Inês que mais parecia estar ligada a uma pilha interminável desde que nascera. Tanta gente, tantas caras, tantos olhares, olhos nos olhos, wc onde é? Sim a li ao fundo, que calor… desde casaco, despe cachecol, despe, despe. Dança, dança, esquece . … Que bom! Gente bonita em todo lado, musica … Um néctar para os meus ouvidos, seja ela qual for, nunca percebi esta minha adoração pela música eu canto mal que me farto. Desafino que é um disparate, talvez goste de musica porque ela me desassossega as pernas, e danço, danço, adoro dançar, tenho a musica e o ritmo no corpo, qualquer ritmo desde que dance. Um olhar, e outro e ainda outro, e cruzam-se muitos olhares, estou tonta, sinto-me num carrocel. Estou radiante. Bem comigo. Um olhar. Um olhar? Que olhos!!! Olho de novo, não são os da Marta, nem da Luana , mas são uns olhos que conseguem parar os meus. E olho. E vejo. Volto a olhar e a ver. Vejo duplamente, e dois pares de olhos transformam-se em quatro pares, e de repente sou abalroada por alguém insensível a tantos olhares, alguém que não merece um par de olhos daqueles porque não tem capacidade para os sentir, e perco de vista os olhos de quem me viu. Deixei de ver. Por uns segundos apenas porque imediatamente, os olhos prendem-se aos meus, e viajo , embarco numa dança inebriante levada por um par de olhos que não deixam os meus pestanejar. O calor aumenta, solto o cabelo, a mola cai no chão e eu vou atrás dela, não é pela falta que faz no cabelo, mas é importante a mola, é a minha mola, baixo-me e só vejo pés, muitos pés mas nenhuma mola. - Que sucede? Quieres ayuda? -Hein? Ah sim a minha mola respondi eu aos olhos, perdi a minha m.o.l.a - Pregador? És tu pregador? Os olhos olhavam para mim e ensinavam-se espanhol, e eu bebia tudo o que eles me ensinavam, mas não me diziam onde estava a minha mola. Neste desassossego de mola para frente, mola para trás, os amigos dos olhos e mais os olhos e outros tantos pares de olhos começaram numa busca incessante á procura de mi pregador del cabello . - La solucion será ficar asté el final e procura-los después! Pois que remédio senão fazer isso, que chatice, iríamos ficar todos até ao final e com os olhos procurar mi pregador de cabello. E ficamos! Mas el pregador de cabello, nem vê-lo. Os olhos continuaram a olhar os meus e a preocupar-se com mi pregador. Ambre tengo ambre. Fomos todos os olhos comer. Comi que me fartei, houve quem bebesse até fartar. E lo pregador… nadie. Graças a mi pregador de cabello qué vi uns olhos que não desgrudaram dos meus e por uma noite desgrudei de tanta coisa que não fazia sentido por não ser consistente. Tal como a Marta sou de ideias fixas e talvez demasiado controlada. Na verdade sou apenas “metade”. O sol raiava quando chegamos ao destino. Ao abrir a mala arranhei os dedos en … Mi pregador de cabello. 14 de Junho 2009 Vigo um ano depois… Continua… " Metade " O.Montenegro You tube link abaixo

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Amar é demodé?

I had a dream. O Amor sofre do estigma dos nossos dias, não se pode mostrar que amamos, não se pode amar e ainda muito menos assumi-lo. O amor tem uma conotação pejorativa. Como se fosse uma doença, um mal maior. Ninguém Ama hoje em dia. Ninguém quer Amar. Toda a gente acha demodé assumir que ama ou que quer ser Amado. Não entendo porque não se Ama hoje sem condição, sem medida e sem medo. Não compreendo porque não se pode sonhar, ter um Amor como nos filmes. Uma paixão avassaladora daquelas que num encontro de olhares ambos sabemos que somos um só. Ambos sabemos apenas num olhar que se não tentarmos nos vamos arrepender, que nada temos a perder, que medo é o frio que habita a Alma e na Alma cabe tudo. Até a desilusão, mas que a desilusão vale a pena, porque antes dela foi a ilusão, o voo das gaivotas, o brilho do céu, o cantico dos passaros, e só por isso vale a pena tentarmos, porque se não tentarmos... Nunca saberemos. Amar é sofrer também. Sim! E depois? Ama-se sim! Tantas vezes quantas o Amor se nos apresentar á frente, e não se deve renegá-lo, desperdiçá-lo. Quero Amar sim! Quero acreditar que existe um Amor imenso, tão imenso quanto me sinto cada vez que escrevo sobre ele, cada vez que sonho que algures ele existe para mim, de cada vez que acredito que para cada Ser humano existe alguém de especial, que esse alguém existe também e me sente. Quero Amar sim! Sem medos, receios estupidos estériotipados, criados por uma sociedade consumista que nos ensina que o nosso espaço não é para ser dividido. Medo ridiculo criado por uma sociedade supostamente intelectual que rebaixa um sentimento tão nobre e corajoso e eleva ao mais alto nivel, sentimentos como o desamor, a solidão, o egoismo. Os homens deixam o tampo da sanita constantemente levantado e as mulheres teimam em baixá-lo e nesta desconversa estúpida e inutil, reina a imbecilidade/infertilidade, o resultado vai ser tão simples e previsivél : Ambos vão envelhecer sózinhos mas no mesmo Lar de Idosos. Pior ainda é que durante as suas voluveis vidas, procuraram silenciosamente e em segredo um Grande Amor e nunca o souberam admitir, não se deram, não acreditaram... Porque afinal é demodé sonhar com o Amor. Porque alguem escreveu : " Amor é a incrivel vontade que une a mais estranha das vontades : a minha e a tua"... E é porque não mais me vou esquecer desta frase que : Quero sonhar e admito que sou demodé. Quero deixar a tampa da sanita rebaixada, ou levantada, tanto me faz, por mim até se pode tirar a tampa à sanita. Admito sem medo, sem vergonha, ou receio, sonho que o Amor brevemente, muito brevemente, vai aparecer... do nada, sem eu esperar, sem me avisar, como nos meus sonhos demodés, vai chegar de pianinho, em silêncio, vai bater á minha porta e eu vou recebê-lo de braços abertos, vou pular no seu pescoço, vou enchê-lo de beijos, vou sufocá-lo de carinhos...vou... Onde estás Amor? Terá sido afinal, apenas uma ilusão? Afinal Amor? O Amor não existe mesmo? É só nos filmes? E eu Amor viverei eternamente à tua procura sem te encontrar porque tu não existes? Escreverei sobre ti Amor. Amor, palavra tão pequena e tão grande, tão cheia de conteudo, com ele se move o Mundo. Sim sobre o Amor eu vou continuar a escrever... e a sonhar porque do sonho nasce a obra. Ao trabalho porque tenho um livro para escrever, sobre : O Amor com que sonhei!

domingo, 7 de junho de 2009

Eleições 2009

07 de Junho de 2009 O nosso 1º foi votar hoje e... pasme-se... Esqueceu-se do cartão de eleitor em casa. Estava a tomar o pequeno almoço às 16h36 ( eu sei que não se toma o pequeno almoço a estas horas, mas defendo para quem não sabe que os meus horários de trabalho não são os mais normais, e juro que o trabalho é dos mais honestos que há, maldito euromilhões que não me premeia à sexta feira, só porque me esqueço de jogar...) Dizia eu que estava a tomar o pequeno almoço quando ouvi esta "fofoca". Retorqui logo de imediato em defesa do nosso 1º que o Homem também tem direito a ser esquecido pois é humano. Pois...pois...Cobras e lagartos... E caiu-me o café em cima. Não vou agora tecer comentários, porque os meus neurónios estão ainda a dormitar , e eles também não se vão fazer esperar, vou estar atenta em surdina ao futuro próximo. Vou pacientemente aguardar pelos comentários da Manela no Jornal da Noite na TVI, a Amiga do nosso 1º tem agora uma excelente oportunidade de servir a vingança em prato frio e eu vou mesmo aguardar pois acho que a saga promete... Até logo pois acho que vamos ter um jornal bem mais interessante depois deste deslize do nosso 1º.