terça-feira, 24 de junho de 2008

Verdades de Lapalisse!!!

"O que não nos mata torna-nos mais fortes" A porra das verdades de Lapalisse chateiam-me como m... Não me venham agora convencer que até me pode acontecer uma cena género filme " Um dia de nervos" e que eu acabo o dia reforçada de coragem e vontade de mover montanhas porque o que não nos mata torna nos mais fortes ? Isto vem ao acaso de quê? Ah ! Ando em maré de azar e já nem a lei de murphy de convence.

A Lei de Murphy!

Quando se entra em maré de azar não há nada que não nos aconteça. É a lei de Murphy : Tudo o que poderá eventualmente correr mal, corre mal de certeza !

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Mulher sec.XXI ?/Mulher Todos os Séculos!

Agora nesta casa “emprestada” pelo pagamento de uma renda, restava-lhe a consolação de não ter sido má mãe nem pior madrasta. Filhos! Dela, Dele, Deles! Uma geração de famílias recortadas e re-coladas em folhas A4. Tinha prometido a si própria que os seus filhos nunca passariam dificuldades, seria a sua vingança sobre a vida. Vida/Mãe, Mãe/Madrasta, vida possível, improvisada. E tinha conseguido, tinha contribuído para a felicidade de outros. Ali estava a lavar louça á mão, naquela minúscula cozinha improvisada, onde colocara os alimentos espalhados pela bancada, junto á pouca louça que utilizava, por medo de danificar algo que não lhe pertencesse. Dava-lhe a impressão de viver como uma cigana . Tudo desalinhado. Tal como a sua vida, tal como a sua cabeça. Lavou a louça arrumou-a no escoador, limpou, limpou e limpou ainda o lava louça de alumínio, qual teimosa a tentar dar brilho ao que pelo passar dos anos já não o tem. O objectivo era tirar todas as bolinhas de detergente , foi-o fazendo demoradamente apertando-as com as pontas dos dedos , que teimavam em fugir-lhe, tal sonho não concretizado, daqueles que só durante o sono se tem . Corremos , corremos atrás dele sem nunca o alcançar. Tirou o avental, e olhou-o constatando que nunca tinha comprado um avental novo, não por não poder, mas porque tinha a teimosa mania de transformar o velho em novo. Fazia parte de uma geração de mulheres cujas mães (algumas) ensinavam a “reciclar” no intuito de poupar mais uns tostões ao fim do mês. Vivia o dilema da mulher de ontem/mulher de hoje , os valores tradicionais e as obrigações dos dias de hoje eram incompatíveis. Constatava agora que era a primeira vez em mais de quinze anos que estava a lavar louça á mão, com um avental á frente parecido com o da sua avó. ( a mãe infelizmente não lhe servia de exemplo para muita coisa) Estava nestes pensamentos a dirigir-se para a sala com vontade de se senta r no sofá e fumar um cigarro, mas não ousou passar da porta, olhou para dentro e aquela sala cheia de nada, pareceu-lhe enorme. Estava só. Entrou apenas para ir buscar o tão desejado cigarro ao parapeito da lareira. Acendeu-o e caminhou pelo corredor , passou pelo quarto do filho. E viu os caixotes de pertences deles amontoados . Aqueles caixotes tinham a história de uma vida de várias pessoas lá dentro. Os sonhos, os segredos, as alegrias, as tristezas. Já tinha aberto e fechado aqueles caixotes vezes sem conta com vista deitar “o lixo para o lixo”. Nunca tivera coragem de chegar ao fim, de cada vez depois do “lixo” seleccionado voltava a repor tudo lá dentro outra vez. Afinal é tão difícil desfazermo-nos das nossas memória! Tudo era valioso, tudo falava, nada era lixo, nada era efémero, conseguia lembrar-se de cada objecto , onde o adquirira, quem lhe o tinha oferecido ou como o tinha feito. Não sabia o que iria ser da vida deles. Estava outra vez na estaca zero. A opção tinha sido dela. Era uma mulher de decisões. Entrara no quarto do filho: O cheiro a tabaco vai-se espalhar ! Ele não vai gostar, terei de pôr spray de lavanda ou acender uma vela! Adorava o cheiro e a mística das velas. No chão do quarto um par de meias sujas, e a meio metro uns slips dos simpsons, mais á frente uns jeans que ele tinha vestido no dia anterior. Os poucos livros de banda desenhada que ele tinha trazido da casa onde tinha nascido , estavam agora abandonados num canto daquele gélido quarto. Naquele quarto não haviam brinquedos! Mais um dia em que tudo correra mal. Quando se entra em maré de azar não há nada que não nos aconteça. É a lei de Murphy : Tudo o que poderá eventualmente correr mal, corre mal de certeza. Viver daquela maneira destabilizava-a demais. Ver o filho de favor numa casa cheia de caixotes e sem brinquedos onde tudo lhes faltava , era demasiado, não estava a aguentar tanta pressão, tinha de mostrar boa disposição , mas agora estava demasiado cansada, estava com uma enorme ressaca porque passara demasiados anos sem falar no que sentia. Precisava de um dia encontrar uma forma de exteriorizar todos os seus pensamentos, os seus desejos, os seus devaneios e tal mulher apaixonada dedicá-los a uma folha A4 ou talvez ao seu portátil. PORTÁTIL???? Trabalho!!!Empresa!!!Que pesadelo eu tive esta noite ?! Vou chegar atrasada á reunião outra vez… Chiça que não tenho emenda!!! Levantou-se, vestiu-se á pressa, meteu uma maçã na boca , pegou no PC e na mala, e saiu a correr … - Não reparou que ía de tailleur vestido e de chinelos de quarto.

domingo, 22 de junho de 2008

PONDERAÇÃO ! A VER!

A VER... Ponderado o rapaz que alerta aos acontecimentos, ele que dizia que não era ponderado, ponderou por instantes, não se precipitar num turbilhão de sensações, não fosse o diabo tecê-las... Tecer o quê? Ponderar o quê? 107 anos não são 30, muito menos 20, muito menos 15. O tempo passa tal como a caravana (Hein?)Que trocadilho . Desculpem qualquer coisinha, mas eu percebo-me, logo que possa faço uma rápida correcção, ás pontuações, aos acentos e outros tentos ( na lingua) . A pensar assim assim não tarda muito ele ...... O quê ? Que mania que as pessoas têm de fazer suposições ? Já disse várias vezes : Não cabemos na cabeça dos nossos homens!!! Que coisa mulheres!Pensem por vocês que já têm muito trabalhinho! Ás vezes uns cursitos de PNL não fazem de facto nada mal, a uns e a outros a uns porque enchem as carteiras, e a outros porque as esvaziam, mas ficam felizes. Voltando aos nosso botões ( há anos que não cozo botões, será que alguma vez cosi?) sim voltando: Que controle descontrolado é este que quanto mais a idade avança mais nos resguardamos para não dizer isolamos, como se tivessemos uma vida inteira ainda para viver : E perdemos momentos, instantes, flasches que por instantes nos encheriam o peito.Mesmo que amanhã fosse outro dia, como aquele já não haveria nenhum igual. E perdemos. Ela perdera alguns e lembrava-se bem de cada um deles. Amanhã é outro dia! Um dia de cada vez. Era bom se fosse simplesmente assim, como simplesmente Maria não é ? Mas não o ser humano é complicado! Sobretudo nos dias em que não está ninguém em casa, temos fome e não apetece fazer comida só para um ,e se vai ao MC'Donalds, perto da hora do fecho comer batatas fritas encruadas e carne rançosa, mas chamamos-lhe um figo , Ela adorava essas coisas... O maior problema do fast food é que nos ataca nas fases de isolamento e é precisamente nessas fases que não precisavamos nada dos pneuzitos superfluos para nos lembrar que não só estamos sózinhos em casa como o corpito já não elimina como antigamente... "Espera aí princeza/principe que eu tenho que primeiro pensar no futuro e não me precipitar...calma, devagar, devagarinho que as cadelas apressadas parem ( de parir como dizia a minha avó) os cachorros mortos" Pois! É verdade, tem sido assim que tenho feito estes últimos anos, eu e mais uns tantos milhares de divorciados/as e solteiros, abandonados, e outros estados civis terminados... chega de parvoice, de atrofio. Que triste desculpa para justificar a nossa incapacidade de partilhar, de dividir, de receber e de dar... Ás vezes choro de raiva e de pena de todos aqueles que como eu acreditam nestas barbaridades que dizem da boca para fora para se justificarem não sei bem do quê... A nossa impaciência, a nossa incapacidade de lidar connosco, quanto mais com os filhos de outros. Sim ambos somos filhos de alguém. Abençoado esse alguém que faz de nós o que somos, mas devemos saber o que valemos ( alguém me disse isto e eu escrevo, faz sentido) E perdemos tanto!!! Chiça que perdemos! Eu no meu caso perdi um monumento, que me aturou a minha suposta independência e isolamento durante tanto tempo, tanto tempo, que quando ouvi o silêncio á minha volta e me apercebi que a porta tinha ficado entreaberta, já tinham passado uns dias. Só nesse momento é que realizei que afinal ele nunca tinha tido o espaço dele dentro do meu. E nesta embrulhada de pensamentos esqueci-me dele e dela e já me meti numa conversa que praticamente nunca o foi . Apercebi-me que afinal estes dois não tinham falado e nem sequer se conheciam. Tinham se olhado um dia inteiro, para apenas trocarem um beijo à noite, de partida e tinahm falado por sms, essa nova modernice que fala muito e não diz nada, resolve muito problemas de relacionamentos porque nem os permitem sequer...Uma sms vale o que vale. Últimamente já são todas grátis.

ATROFIADOS!!!

Somos uns atrofiados . Uma geração dividiva entre a liberdade de ser e a de parecer. Vivemos constantes conflitos de valores de um passado ainda presente.Incansavelmente á procura de um EU INDIVIDUAL atrofiamos a todo o momento. O medo de sermos invadidos na nossa liberdade de ser cega nos e impede nos de encontrar a verdadeira felicidade.

A minha 1ª vez e a Injustiça dos Portugueses

Hoje, é o meu "primeiro dia" no meu blogue. Estou contente, consegui passo a passo introduzir "tudinho" sem me enganar... Não que seja burra, não vou dizer que sou loura falsa embora seja verdade - porque detesto discriminações e estereotipos. Mas consegui! Consegui porque não estava a falar ao telemovel, não estava a falar com 2 ou 3 pessoas ao mesmo tempo e não estava com meia dúzia de pensamentos ao mesmo tempo sobre como iria orientar o serviço de amanhã. Incrivel! São 4:00 da manhã. Finalmente só! Sossegadita aqui na camita a construir o meu blogue... sem interrupções. Sózinha, mas... mais vale só do que mal acompanhada n'est ce pas ? Acabei de ler uma noticia sobre as últimas birras do nosso 1º e achei piada porque ele tem razão : " Não é justo não gostarem dele", ele que só quer o bem dos portugueses, e aliás ele prova-o se quisermos : "Se for preciso ir á pancada ele não hesita" de pequenino é que se torce o pepino, já dizia a minha avó... De facto o povo português é muito mal agradecido nosso 1º, tem toda a razão! Aqui me deito neste pensamento. Mostrando a minha total solidariedade para com o nosso primeiro e o meu profundo repudio pela injustiça com que os portugueses o têm tratado.