Existem blogs para todos os gostos e feitos, com todos os nomes possíveis e outros inimagináveis, de alguns anos a esta parte quem escreve alguma coisita, como é o meu caso, tem um blog. Eu sou daqueles que quase não uso pontuação e coloco os acentos ao contrário na maioria das vezes. Mas há pior do que Eu. Há os que escrevem com uns estúpidos de um “K” ou de um “X” onde não devem substituem mal e porcamente a língua de Camões em hieróglifos mal amanhados. Se a Maité Proença nos tivesse ridicularizado por esse motivo até lhe levantava o chapéu. Mas ela tem desconto, tem desconto porque até é bonita dizia um “amigo” , acho que ele tem razão desculpa-se a ignorância da Senhora, já que até nem é feia ., para não dizer coitada.
Mas ela acabou por crescer mais do que a triste peça merecia por culpa nossa. Deu-se tanta importância á rapariga por nada, a minha avó sempre me disse que não se deve valorizar o que não merece valor. Mas enfim… o português é assim, um fatalista, um exagerado,… quanto a mim o facto de ela apesar de ignorante ser bonita e ainda Brasileira vai rapidamente encurtar a cabeça e os bons princípios do Povo Português. A memória é curta, sim Senhor!
Eu também escrevo, na verdade não escrevo, passo pensamentos , sentimentos de forma desordenada e espontânea, para o teclado porque ele não se queixa de cada vez que a ira me ataca e nele com a força dos meus dedos , esmurro o teclado. E é aqui que como tantos outros de forma mais ou menos criativa, com ou sem pontuação, ás vezes com acentos no sitio certo outras com eles fora de sitio, é aqui que de forma anónima, me revelo. Me exponho sem me mostrar, me dou sem em troca nada receber.
E isto sim é incondicional.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
Transparências
Tenho cada vez menos paciência para conversas da treta, na verdade nunca tive, talvez por isso partilhe aquele que é o meu espaço com tão pouca gente. Gente. Gente pode ser pejorativo ou não dependendo do contexto em que se insere.
Ontem estava alegre, muito alegre, diz quem me conhece que tenho um sorriso que não me cabe na cara. Cada gargalhada que dou é sem dúvida com vontade, porque não faço nada obrigada ou por favor. Sou daquelas pessoas cujos olhos e expressões transparecem as suas emoções, há muito tempo que desisti de fazer de conta, porque mesmo quando me esforçava, o meu sorriso, os meus olhos ou o meu rosto atraiçoavam-me. E encontrava-me inevitavelmente perante o óbvio, ou seja , explicar porquê estar a fazer de conta se tudo em mim dizia o contrário.
Dizem que sou uma pessoa diferente, diferente...
Depois há os que se regem por bitolas ou estereótipos , e partem do principio que devo ser alguma “dondoca” cheia de plásticas a meter inveja á Manuela Moura Guedes, ou tal VIP de meia idade que está na berra no momento , disposta a uma noite insípida em troca de lambidelas e saliva ( depois o pior é que já nem a saliva está no seguro) . Mas não sou e por acaso, mas só por acaso, sou tudo o que se vê e muito mais.
O muito mais é o que não revelo, e agora lembrei do O.Montenegro que na sua metade consegue definir muitos de nós por este mundo fora. Muitos de nós somos apenas metade e percam a esperança de ser únicos aqueles que se acham especiais ou superiores a tantas metades que Deus criou e a nossa Mãezinha teve depois de muitas horas de sofrimento.
Mas não sou transparente. Um conhecido ontem, que por sinal me pôs mal disposta e acabou por me estragar a noite, e pelos vistos continua o azedume, existem coisas que me tiram do sério como o sarcasmo, a arrogância e o pretensiosismo, dizia esse conhecido, que é transparente. A transparência de que se queixava ontem no seu discurso tinha mais a ver com saias e saiotes e decotes e outros embrulhos em que se queria meter, do que com a “transparência” de que hoje afinal se deu conta que alguns sofrem.
A ironia e o sarcasmo é o forte das pessoas que não se amam a si próprias, e depois queixam-se e tornam-se azedas, medindo toda a gente pela mesma bitola. Ou das que de alguma forma foram mal amadas, mas…Os que não são transparentes não têm culpa disso.
Eu não sou transparente pela simples razão de que apenas sou visível para quem eu considere que tem nível para me ver. Não interessa a quantidade dos que me vêem, mas sim a qualidade da vista que tem.
Sou daquelas pessoas que tem tendência a procurar nos outros o que não têm, e insisto, insisto, teimosa que nem uma mula, (alguem me chamou pocahontas) procurando o famoso fundo especial aos outros, na realidade de vez em quando caio do cavalo porque afinal a imagem que criei não corresponde em nada á realidade.
Caio! E depois levanto-me!
Assim é a vida, para uns transparente, para outros é aos trambolhões, até deixarem de ser transparentes ….
Ontem estava alegre, muito alegre, diz quem me conhece que tenho um sorriso que não me cabe na cara. Cada gargalhada que dou é sem dúvida com vontade, porque não faço nada obrigada ou por favor. Sou daquelas pessoas cujos olhos e expressões transparecem as suas emoções, há muito tempo que desisti de fazer de conta, porque mesmo quando me esforçava, o meu sorriso, os meus olhos ou o meu rosto atraiçoavam-me. E encontrava-me inevitavelmente perante o óbvio, ou seja , explicar porquê estar a fazer de conta se tudo em mim dizia o contrário.
Dizem que sou uma pessoa diferente, diferente...
Depois há os que se regem por bitolas ou estereótipos , e partem do principio que devo ser alguma “dondoca” cheia de plásticas a meter inveja á Manuela Moura Guedes, ou tal VIP de meia idade que está na berra no momento , disposta a uma noite insípida em troca de lambidelas e saliva ( depois o pior é que já nem a saliva está no seguro) . Mas não sou e por acaso, mas só por acaso, sou tudo o que se vê e muito mais.
O muito mais é o que não revelo, e agora lembrei do O.Montenegro que na sua metade consegue definir muitos de nós por este mundo fora. Muitos de nós somos apenas metade e percam a esperança de ser únicos aqueles que se acham especiais ou superiores a tantas metades que Deus criou e a nossa Mãezinha teve depois de muitas horas de sofrimento.
Mas não sou transparente. Um conhecido ontem, que por sinal me pôs mal disposta e acabou por me estragar a noite, e pelos vistos continua o azedume, existem coisas que me tiram do sério como o sarcasmo, a arrogância e o pretensiosismo, dizia esse conhecido, que é transparente. A transparência de que se queixava ontem no seu discurso tinha mais a ver com saias e saiotes e decotes e outros embrulhos em que se queria meter, do que com a “transparência” de que hoje afinal se deu conta que alguns sofrem.
A ironia e o sarcasmo é o forte das pessoas que não se amam a si próprias, e depois queixam-se e tornam-se azedas, medindo toda a gente pela mesma bitola. Ou das que de alguma forma foram mal amadas, mas…Os que não são transparentes não têm culpa disso.
Eu não sou transparente pela simples razão de que apenas sou visível para quem eu considere que tem nível para me ver. Não interessa a quantidade dos que me vêem, mas sim a qualidade da vista que tem.
Sou daquelas pessoas que tem tendência a procurar nos outros o que não têm, e insisto, insisto, teimosa que nem uma mula, (alguem me chamou pocahontas) procurando o famoso fundo especial aos outros, na realidade de vez em quando caio do cavalo porque afinal a imagem que criei não corresponde em nada á realidade.
Caio! E depois levanto-me!
Assim é a vida, para uns transparente, para outros é aos trambolhões, até deixarem de ser transparentes ….
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Favoritismos e Lolitas
Adicionada aos favoritos, fui "adicionada" , bem se um Rei tem corte e súbditos , também pode ter “favoritos”, não favoritas, mas “favoritos”…
Penso que esta lógica não é de todo descabida. Mas se é lógico, por que raio dizemos nós sempre : Esta lógica não é descabida! Logicamente que descabido é fazer-se a pergunta, ou não?
Bom descabida estou eu que fui “adicionada” aos “favoritos” de um Rei sem Rainha numa corte que não costura mas anda lá perto, porque ainda agora a procissão vai no adro.
O Rei mudou o endereço da sua corte, mas os súbditos seguem-no para o novo Palácio, e as “Lolitas” começam a dar um ar da sua graça. Será que na época medieval haveriam favoritas com um apelido tão charmoso?
L o l i t a !
Lava-me os pés , mas antes corta-me as unhas.
L o l i t a!
Lava-me as costas .
L o l i t a !
Vira-te prá aqui!
Bom, lolitas há muitas, cortes também… Agora Reis …?
Não conheço nenhum digno desse titulo, porque já nessa época só atrás de um grande Rei é que poderia haver uma grande Rainha, e…
Não vejo nada… Só lolitas…
Mas é velho o ditado : Cada um tem o que procura.
Penso que esta lógica não é de todo descabida. Mas se é lógico, por que raio dizemos nós sempre : Esta lógica não é descabida! Logicamente que descabido é fazer-se a pergunta, ou não?
Bom descabida estou eu que fui “adicionada” aos “favoritos” de um Rei sem Rainha numa corte que não costura mas anda lá perto, porque ainda agora a procissão vai no adro.
O Rei mudou o endereço da sua corte, mas os súbditos seguem-no para o novo Palácio, e as “Lolitas” começam a dar um ar da sua graça. Será que na época medieval haveriam favoritas com um apelido tão charmoso?
L o l i t a !
Lava-me os pés , mas antes corta-me as unhas.
L o l i t a!
Lava-me as costas .
L o l i t a !
Vira-te prá aqui!
Bom, lolitas há muitas, cortes também… Agora Reis …?
Não conheço nenhum digno desse titulo, porque já nessa época só atrás de um grande Rei é que poderia haver uma grande Rainha, e…
Não vejo nada… Só lolitas…
Mas é velho o ditado : Cada um tem o que procura.
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